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Vigilantes da Natureza em protesto!! - Governo anda a «brincar com os trabalhadores», acusa FNSFP
 

O dirigente da Federação Nacional de Sindicatos da Função Pública (FNSFP), Paulo Trindade, acusou hoje o Governo de "brincar com os trabalhadores" e exigiu ao Executivo esclarecimentos sobre vínculos, carreira e remunerações dos vigilantes da natureza.

"O Governo fez uma lei [12/A] que dizia que até Setembro de 2008 apresentaria às organizações sindicais as propostas para resolver este tipo de carreiras e, portanto, quem anda a brincar com os trabalhadores é o Governo, que faz lei e não a cumpre", acusou.

Paulo Trindade falou aos jornalistas junto do Ministério do Ambiente onde, juntamente uma delegação de vigilantes da natureza, do Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade, esperava ser recebido pelo ministro da tutela, Nunes Correia.

Desde Janeiro que vigilantes e representantes sindicais têm vindo a solicitar uma audiência com o ministro do Ambiente, pedido que foi reforçado a 25 de Junho último, mas sem sucesso.

"O que nos é dito é que está tudo de férias neste ministério e que não há ninguém para receber os representantes sindicais e os representantes dos vigilantes da natureza. Pensamos que isto é uma desculpa totalmente esfarrapada", considerou o dirigente sindical, lamentando não haver encontro.

"Se o país foi todo a banhos, se o Governo foi a banhos, então o melhor é não voltarem porque a triste figura que andam a fazer não vale a pena", criticou Paulo Trindade.

Em causa está a situação de 250 vigilantes da natureza que desconhecem "que vínculo lhes está reservado, que carreira lhes está reservada, ao mesmo tempo que se agrava a degradação das condições em que se vêem forçados a trabalhar cada vez com menos meios humanos, de comunicação, de deslocação, entre outros".

"Estamos a brincar com o ambiente do país", disse ainda Paulo Trindade, deixando uma exigência ao Executivo: "O Governo que diga o que quer do vínculo dos trabalhadores e da sua carreira. Além de mal pagos, o pior é trabalhar sem saber se é um funcionário a quem é reconhecido o vínculo de nomeação ou se simplesmente vai ser remetido para um contrato ou se vai manter a sua carreira específica de vigilante da natureza com todo o seu conteúdo funcional ou se é despedido."

Fonte: Diário Digital / Lusa                                                                         12.08.2009

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Limpar Portugal 
http://limparportugal.ning.com/
 

Este movimento cívico independente, consiste em referenciar e posteriormente remover as lixeiras depositadas indevidamente nas nossas florestas e campos...
 Faça o seu registo e adira a um grupo, ou se não existir crie um
 para isso utilizem as siglas existentes no anexo iv da pág. 16 deste link:
 
http://www.portaldasaude.pt/NR/rdonlyres/D9865CED-9CB2-4F8A-B7E1-6981F17AA200/0/33893408.pdf
Os grupos devem ser por CONCELHOS, utilizem as 3 letras antes do nome. Antes de criarem um grupo pesquisem (tem caixa de pesquisa no canto superior direito) para ver se já existe um na vossa zona. Se já existir associem-se a ele.

Registem-se APENAS NUM GRUPO!
OBRIGADO!                                       http://limparportugal.ning.com/


Atividades do Aniversário do Parque Nacional Montanhas do Tumcumaque em Serra do Navio,AMAPA
 

No próximo dia 22 de agosto o Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque (PNMT) completa 7 anos de existência.
Para lembrar esta data, está sendo realizada a “Semana de Aniversário do Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque”, na cidade de Serra do Navio, no período de 17 a 21 de agosto.
Durante a programação será realizada uma Exposição de fotos da Expedição ao rio Jari, no interior do Parque Nacional, mostra de vídeos ambientais do Circuito Tela Verde e do Festival de Imagem-Movimento, além de debates.
As atividades vão acontecer na Escola Estadual Ermelino H. Gusmão em Serra do Navio e uma mostra de vídeos também acontecerá na Escola Família Agrícola da Perimetral Norte, município de Pedra Branca do Amapari.

O evento é aberto e pretende receber um público diverso que tenha interesse em conhecer um pouco mais sobre o Parque e também deixar suas opiniões, reflexões, expectativas e contribuições para a gestão desta unidade de conservação.

Serviço:

Evento: Semana de Aniversário do Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, com Exposição de Fotos e Mostras de Vídeos Ambientais

Local: Escola Estadual Ermelino H. Gusmão, em Serra do Navio e Escola Família Agrícola da Perimetral Norte, em Pedra Branca do Amapari

Data: de 17 a 21 de agosto de 2009

Para mais informações entre em contato:
Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque
Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio
Fone: (96) 9974-3180

Boletim informativo                          Programa
 



Candidatura de pegadas de dinossauros “bem encaminhada”
 

Maria de Jesus Fernandes, directora adjunta do departamento de gestão de áreas classificadas do litoral de Lisboa e oeste do Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB), considera que a candidatura das pegadas de dinossauros da Pedra da Mua, no Parque Natural da Arrábida, a património mundial da UNESCO encontra-se no “bom caminho”. No início de Novembro, uma série de peritos qualificados vai àquela zona para “avaliar o terreno e ter contacto com outros peritos nacionais”.

A representante do ICNB tem expectativas “positivas” para a conclusão desse projecto, acreditando que aquele conjunto irá ser “qualificado”. O trabalho, que está a ser realizado desde 2006, tem, segundo Maria de Jesus Fernandes, corrido “bastante bem”, uma vez que não tem havido “quaisquer problemas”, havendo apenas a “preocupação” por parte do instituto no cumprimento de prazos para a sua execução. Além disso, a representante do ICNB acrescenta que este projecto nasce de uma “preocupação a nível nacional de preservação” dos pontos históricos do país.

A jazida da Pedra da Mua contêm “pistas de saurópodes e de terópodes do Jurássico superior”, revela o ICNB, acrescentando ainda que as pistas paralelas de saurópodes são consideradas “a primeira evidência de comportamento gregário entre saurópodes”. Nesse sentido, o instituto considera aquele local como sendo de “excepcional interesse geológico e paleontológico, tendo valor universal do ponto de vista científico, didáctico e patrimonial”. A Pedra da Mua está englobada numa candidatura ibérica, no qual estão também inseridas a Pedreira do Galinha e o Vale de Meios, ambas situadas no Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros. Maria de Jesus Fernandes destaca que a candidatura, por ser comum entre Portugal e Espanha, é “bastante positiva”, tendo, por isso, “um peso maior”.

A candidatura foi enviada em Janeiro de 2009, tendo sido coordenada pelo ministério do Ambiente em parceria com as autoridades espanholas. O projecto, todavia, iniciou-se com o arqueólogo nacional, Galopim de Carvalho, que a impulsionou e pediu a sua classificação quando era director do Museu de História Natural.

Fonte: www.setubalnarede.pt, Miguel Alexandre Pereira      09.08.2009



DIA MUNDIAL DO VIGILANTE DA NATUREZA
, 31 DE JULHO DE 2009 -  Vigilantes da Natureza Desiludidos e desprezados!!
 

Vigilantes da Natureza - Carreira em extinção??...

Os Vigilantes da Natureza portugueses não têm razões para comemorar o Dia que lhes é dedicado a nível mundial.

No seu dia a dia lutam para defender e preservar espécies únicas e em vias de extinção, mas, será que não serão eles os extintos num futuro muito próximo. O número de Vigilantes da Natureza não ultrapassa os 200 a nível nacional, não existe recrutamento de novos elementos há uma década, o que está a provocar a morte lenta da profissão.
O Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) responsável pelas “jóias da coroa da Natureza” em Portugal, as áreas protegidas, tem nos Vigilantes da Natureza os seus representantes no terreno, mas trata-os como os parentes pobres da Conservação da Natureza. 

Os uniformes que deveriam ter sido distribuídos em 2006 continuam por entregar, a formação de actualização não existe, grande parte das viaturas de vigilância e prevenção a incêndios florestais estão paradas, ou por falta de inspecção obrigatória, ou por problemas relacionados com a carência de manutenção.

Neste último mês parte dos Vigilantes da Natureza sofreram mais um ataque aos poucos direitos que ainda lhes restavam, o seu horário de trabalho foi alterado, sem aviso prévio, de uma forma ilegal e contra as Leis da República, passaram a exercer as suas funções 7 horas diárias de forma contínua, o que contraria o estabelecido legalmente.

O Corpo Nacional de Vigilantes da Natureza nunca passou do papel, nunca se criou uma estrutura que permitisse a coordenação e o eficaz desempenho dos seus elementos no terreno.

Em Portugal continua-se a brincar aos Parques, não existe interesse em que o Corpo de Vigilantes da Natureza criado em 1975 desempenhe as suas funções de uma forma digna e profissional.

Nas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) a situação dos Vigilantes da Natureza não é melhor, estão completamente ao abandono, por vezes as Administrações desconhecem a existência destes profissionais, talvez devido à raridade dos seus elementos.

Nas Administrações de Regiões Hidrográficas (ARH) recentemente criadas, a fiscalização praticamente não existe devido à escassez de Vigilantes da Natureza.

Nas entidades (ICNB, CCDR’s, ARH’s e nas Regiões Autónomas da Madeira e Açores) em que existem Vigilantes da Natureza, a situação de abandono, de falta de condições de trabalho, de salários baixíssimos é uma realidade comum a todas elas.

Por quanto tempo mais nos vão continuar a desprezar! Até à extinção?

Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza

   Apartado 1037     2711-801  Sintra     Portugal       
Telemóveis: 968466240/969920033/919423466       
   E-mail: vigilantesnatureza@gmail.com                  http://vigilantesnatureza.sapo.paginas.pt/

     Versão de impressão (.pdf)                                                                                                                  31.07.2009
 



Solidariedade com os Bombeiros falecidos em Tarragona (Espanha)
 

A Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza vem por este meio expressar a sua solidariedade com os familiares, companheiros e amigos dos bombeiros falecidos no incêndio de Horta de San Joan, que pertenciam ao Grupo de “Apoyo de Actuaciones Forestales”. Desejamos a rápida recuperação aos Bombeiros feridos que permanecem hospitalizados.

É em momentos como estes, perante as adversidades com que deparamos, na luta contra a destruição das Florestas, que nos sentimos mais unidos.

Um forte abraço dos companheiros Vigilantes da Natureza de Portugal!


Rebanho ajuda a salvar gralha-de-bico-vermelho

O rebanho comunitário gerido pela Cooperativa Terrachã no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, actualmente com 60 cabras e um bode, está a ter o apoio da associação ambientalista Quercus e da empresa Vodafone. É que o rebanho de cabras permite recuperar o ecossistema da gralha de bico-vermelho, que se encontra ameaçada de extinção em Portugal. A forma de angariar fundos para o projecto passa pelo apadrinhamento das cabras, sendo que 12 delas já foram apadrinhadas por particulares, escolas, empresas e outras entidades. Além da conservação da gralha-de-bico-vermelho que o regresso das cabras à serra irá permitir (devolvendo insectos na base da alimentação daquela ave ameaçada), a cooperativa vai candidatar um projecto para, a partir do leite de cabra, ser produzido queijo certificado.Com a criação do rebanho de cabras serranas, as visitas guiadas na Serra passarão a ser habituais.
Fonte:DN
                                                     31.07.2009



Dias sem carros na Mata de Albergaria: programa de visitação e interpretação ambiental
 

Em Alcochete<br>
Fundação das Salinas do Samouco assume novo modelo de gestão

De 15 de Julho até 31 de Agosto de 2009, aos domingos e feriados, no Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG) promovem-se os Dias Sem Carros na Mata de Albergaria, com o condicionamento do trânsito automóvel no troço coincidente com a Geira (via romana), entre a Bouça da Mó e Albergaria (entroncamento com a estrada florestal Leonte – Portela do Homem).
Nesses dias serão dinamizadas visitas acompanhadas, com acções de interpretação sobre os principais valores da Mata de Albergaria, envolvendo um passeio pedestre, com o objectivo de proporcionar um maior conhecimento da mata e a sua visitação e fruição adequadas.
Esta iniciativa conjunta do ICNB/ Parque Nacional da Peneda-Gerês, ADERE Peneda-Gerês e Município de Terras de Bouro,  pretende sensibilizar o público para a importância da conservação e valorização da Mata de Albergaria e do seu património.

Para participar é necessário efectuar a inscrição na Porta do PNPG em Campo do Gerês ou no Centro de Educação Ambiental do Vidoeiro (Caldas do Gerês). As inscrições estão limitadas a 20 pessoas (incluindo crianças).
No dia da actividade, os participantes, com inscrição confirmada, devem dirigir-se à Portela do Homem, onde terá início a actividade.
Para chegar ao ponto de encontro pode optar por utilizar o autocarro do circuito de transporte alternativo. Informe-se sobre os seus horários, solicitando a respectiva brochura informativa nos locais acima referidos.
A visita acompanhada à Mata de Albergaria tem uma duração aproximada de 3h a 3:30h, com início e fim no mesmo local,  nos seguintes
horários
:

- Manhã – 9:45 h
Tarde – 14:30 h

Os participantes devem levar:
• calçado e roupa confortáveis
• protecção contra o sol
• água
• um farnel ligeiro
• máquina fotográfica (opcional)

Para mais informações contacte:

Porta do PNPG em Campo do Gerês
4840-030 CAMPO DO GERÊS
Tel./Fax: + 351 253 351 888
E-mail: museudevilarinhodafurnasímbolo arrobagmail.com
Horário: Terça-feira a Domingo, das 10-17:30h

Centro de Educação Ambiental do Vidoeiro
Lugar do Vidoeiro, 99
4845-081 GERÊS
Tel.: + 351 253 390 110
Fax: + 351 253 391 496
E-mail: pnpgsímbolo arrobaicnb.pt
Horário: dias úteis, 9-12:30h; 14-17:30h

ADERE-Peneda-Gerês
Lgo. da Misericórdia, 10
4980-613 PONTE DA BARCA
Tel.: + 351 258 452 250
Fax: + 351 258 452 450
E-mail: aderepgsímbolo arrobamail.telepac.pt
Horário: dias úteis, 9-12:30h; 14:30-18h

Fonte: ICNB                                                                                                                       31.07.2009



Fundação das Salinas do Samouco assume novo modelo de gestão

Em Alcochete<br>
Fundação das Salinas do Samouco assume novo modelo de gestãoO edifício sede da Reserva Natural do Estuário do Tejo em Alcochete acolheu no passado dia 14 de Julho, a cerimónia de apresentação do novo modelo de gestão das Salinas do Samouco, criado pelo Decreto-Lei n.º 36/2009 de 10 de Fevereiro, com a passagem de testemunho para a nova administração no sentido da retoma do normal funcionamento do projecto de conservação do Complexo das Salinas do Samouco.
O Ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional, Prof. Francisco Correia, o Presidente da Câmara Municipal de Alcochete, Dr. Luís Miguel Franco, o Secretário de Estado do Ambiente, Prof. Humberto Rosa, o Secretário de Estado Adjunto das Obras Públicas e das Comunicações, Eng.º Paulo Campos, o novo Presidente da Fundação para a Protecção e Gestão

Ambiental das Salinas do Samouco, Eng.º Firmino Sá, o presidente cessante, Prof. José Manuel Palma, e o presidente do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, Eng.º Tito Rosa, presidiram a esta cerimónia de passagem de testemunho para a nova administração.

“Julgo que podemos estar satisfeitos com o novo modelo de gestão da Fundação para a Protecção e Gestão Ambiental das Salinas do Samouco e com a solução encontrada para um problema muito sensível a vários níveis”, disse o Ministro do Ambiente, referindo ainda que “a ausência de um modelo estável e inequívoco que assegurasse um financiamento continuado da Fundação conduziu a uma situação de dívidas acumuladas pela instituição, pondo em risco a sua sustentabilidade”.
“Recordo que o Estado português assumiu perante a Comissão Europeia o compromisso de criar a Fundação das Salinas do Samouco como uma das medidas compensatórias das consequências ambientais associadas à construção da Ponte Vasco da Gama. A necessidade desse compromisso ficou a dever-se ao facto de, na margem sul, esta ponte assentar no complexo de salinas integrado na Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo”, salientou o governante.
Quanto à entrada em vigor do novo modelo de gestão da Fundação, Francisco Correia destacou a “entrada do Município de Alcochete como instituidor da Fundação”. “É para nós ponto assente que a acção da Fundação se deve desenvolver em proximidade e estreita articulação com as populações locais e com os seus mais directos representantes”, acrescentou o Ministro do Ambiente, salientando também “a criação de um Conselho Consultivo aberto que irá possibilitar a participação da sociedade civil na vida da Fundação”.
“Considero que com este novo modelo de gestão, definido em conjunto pelo Governo e pela Lusoponte e que conta também com o apoio e a colaboração da Câmara Municipal de Alcochete, a Fundação para a Protecção e Gestão Ambiental das Salinas do Samouco reúne agora todas as condições para garantir a plena assumpção das suas responsabilidades e o pleno exercício das suas atribuições”, concluiu o Ministro.
“Alcochete soube preservar a sua sustentabilidade com uma baixa densidade de ocupação e, acima de tudo, valorizando a sua identidade cultural e o seu património natural (cerca de 90 por cento do seu território com áreas naturais e rurais), incluindo a ZPE e o território abrangido pela Directiva das Aves e Habitats”, referiu, por sua vez, o Presidente da Câmara Municipal de Alcochete.
Segundo o autarca, “o Município de Alcochete tem procurado com a sua actividade de planeamento e gestão orientar o desenvolvimento de funções especializadas e novos usos, integrando a frente ribeirinha e o espaço rural na requalificação da vida metropolitana, valorizando a sua estrutura ecológica, assegurando o necessário equilíbrio e complementaridade com os valores ambientais, em especial as áreas classificadas” e neste contexto “desde a primeira hora, considerou ser indispensável participar activamente na redefinição do modelo da Fundação para a Protecção e Gestão Ambiental das Salinas do Samouco”.
Luís Miguel Franco deu conta dos contributos do Município de Alcochete para a viabilização do novo modelo de gestão da Fundação das Salinas do Samouco, nomeadamente a disponibilidade da Autarquia para integrar os seus órgãos sociais, a necessidade de uma resolução para os problemas económicos e laborais e da definição do património e orçamento a atribuir à Fundação e das regras relativas ao exercício dos mandatos, assim como o desenvolvimento de uma “Operação Integrada da Frente Ribeirinha”.
Implementar projectos de educação ambiental e de âmbito social com o envolvimento da população local são os objectivos imediatos do novo Conselho de Administração da Fundação para a Protecção e Gestão Ambiental das Salinas do Samouco, presidida pelo Eng.º Firmino Sá. “O nosso objectivo é criar os nossos próprios programas de visita no Complexo das Salinas do Samouco e interagir com a Reserva Natural do Estuário do Tejo e com a Câmara Municipal de Alcochete”, referiu.

Fonte: Jornal Rostos                                                                                                                       31.07.2009



Uma rede de protectores para as tartarugas-marinhas do Zoomarine
 

São apenas quatro, podem parecer pequenas, mas são muito importantes e regressaram ao mar esta manhã, a 20 milhas náuticas a Sul de Portimão.

Importantes porque pertencem a uma das sete de espécies de tartarugas-marinhas a habitar o planeta e que se encontram ameaçadas - a tartaruga-comum (Caretta caretta)

Importante porque em cada mil que nascem, estima-se que apenas uma chegue ao estado adulto e se consiga reproduzir.

Mas a rede que estas quatro embaixadoras dos oceanos encontraram não foi, felizmente, uma das que, diariamente, capturam acidentalmente muitas tartarugas.

Estas tartarugas foram apanhadas por uma rede muito especial - uma rede de protectores. Já há algum tempo que instituições públicas e privadas, especialistas e cidadãos anónimos, constituíram uma rede informal que tomou em mãos a missão de auxiliar estes extraordinários répteis marinhos. E a história destas quatro tartarugas conta isso mesmo.

“Fauno” é uma tartaruga que, com apenas 0,497 kg, foi confiscada por profissionais do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade a um restaurante que a tinha em exibição.
Foi entregue aos cuidados do Zoomarine e hoje, após 10 meses de reabilitação e já com 6,4 kg, está pronto para regressar ao oceano.
“Gulliver”, com pouco mais de 1,0 kg, foi encontrado muito apático por praticantes de caça-submarina.
Estes, reconhecendo que a tartaruga se encontrava em dificuldades, contactaram o Zoomarine e trouxeram-na para bom porto. Hoje, com 2,7 kg, já está pronto para uma segunda oportunidade.
As histórias de “Golias” e de “Gizmo” são muito semelhantes: estas duas tartarugas foram recolhidas por pescadores, que as encontraram nas suas redes e em apuros.
Conscientes do quão ameaçadas estão as suas espécies, libertaram-nas das redes e contactaram o Zoomarine para que, com o apoio da Polícia Marítima, as recebesse e lhes prestasse os necessários cuidados.
E é por isso que neste dia, representando as entidades que constituem esta rede não oficial de protectores, o presidente do Instituto da Conservação da Natureza (Tito Rosa), o Comandante da Zona Marítima do Sul e do Departamento Marítimo do Sul (Marques Ferreira) e o presidente do Zoomarine (Pedro Lavia) se juntaram a bordo do NRP João Coutinho para, em conjunto com um grupo de jovens de diversas instituições de apoio à criança, apoiadas pelo Rotary Club de Faro, deram uma segunda oportunidade a estas tartarugas marinhas e, assim, contribuíram para a conservação da sua espécie.

  Fonte: Jornal Barlavento                                                                                                            31.07.2009



Green Festival e do Encontro de Park Rangers dos países do Mediterrâneo - 16 a 20 de Setembro de 2009

         ► Ver Plano geral e Programa resumido (.pdf)


Fernando Ruas condenado por incitar a "correr à pedrada" os Vigilantes da Natureza
 

O Tribunal de Viseu, que esta segunda-feira condenou o autarca Fernando Ruas, considerou que o autarca tinha a noção de que estava a “apelar à intimidação e à agressão física à pedrada” dos Vigilantes da Natureza.

Fernando Ruas, presidente da Câmara de Viseu, foi esta segunda-feira condenado por instigação pública ao crime a uma pena de cem dias de multa, à taxa diária de 20 euros, devido a afirmações proferidas na Assembleia Municipal de 26 de Junho de 2006.

O autarca social-democrata, que é também o líder da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), esteve hoje ausente devido a compromissos no Brasil, tendo o juiz prescindido da leitura da sentença.

Na reunião da Assembleia Municipal, onde o presidente da Junta de Freguesia de Silgueiros fez queixas dos Vigilantes da Natureza que o autuaram por contra-ordenação ambiental, Fernando Ruas afirmou: “Arranjem lá um grupo e corram-nos à pedrada. A sério, nós queremos gente que nos ajude e não que obstaculize o desenvolvimento”.
 

Na sentença pode ler-se que se tratou de “uma provocação ou incitamento à prática de um crime”, tanto mais que estas palavras foram “proferidas publicamente, por alguém sobejamente conhecido a nível local e nacional”.

Desta forma, os destinatários poderiam pensar “que uma tal possível conduta estaria justificada”, levando, nomeadamente, à prática de crimes como a ofensa à integridade física qualificada contra os Vigilantes da Natureza, acrescenta.

“O arguido bem sabia que se encontrava numa reunião pública, acessível a qualquer cidadão que quisesse assistir à mesma, e que ao proferir tais expressões estava a apelar à intimidação e à agressão física à pedrada dos Vigilantes da Natureza que, dali em diante, no legítimo exercício das suas funções, se propusessem autuar as juntas de freguesia do concelho de Viseu por infracções ambientais”, refere a sentença.

O tribunal entendeu que Fernando Ruas actuou dolosamente, uma vez que rematou as polémicas afirmações com a frase “eu estou a medir muito bem aquilo que estou a dizer”.

Uma vez que se tratou de “um episódio isolado” na vida de Fernando Ruas “que não se tornará a repetir” e o facto de ser uma pessoa “socialmente inserida e integrada, titular de cargos públicos, personalidade pública, pessoa íntegra, conceituada e respeitada”, o tribunal decidiu aplicar a pena de multa de cem dias.

Nas alegações finais, o Ministério Público tinha pedido a condenação do autarca a uma pena não inferior a 120 dias.

O advogado de defesa, Marçal Antunes, anunciou aos jornalistas que pretende recorrer da decisão, mas escusou-se a prestar mais declarações.

Fonte: Lusa                                                                                                                      14.07.2009

Protocolo Entre a APGVN e o Grupo Barata Hotels

A Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza, celebrou um protocolo com o Grupo Barata Hotels & Resorts, o qual oferece para os sócios da APGVN e seus familiares, descontos de 25% nas unidades hoteleiras deste grupo.

As condições são as constantes no Protocolo em anexo à presente informação, Sendo que as unidades hoteleiras disponíveis podem ser consultadas em www.grupofbarata.com .

Ver protocolo (.pdf)



Primeiros linces deverão chegar ao centro de reprodução de Silves a partir de Setembro
 
 

Por enquanto ainda está vazio, mas o centro nacional de reprodução do lince-ibérico, em Silves, poderá começar a receber animais a partir de Setembro. Os governos de Portugal e Espanha estão a ultimar os preparativos. O texto do protocolo de cedência dos animais já está "inteiramente acordado" e deve ser assinado em Julho, revelou o secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa.

Nos últimos 20 anos, as populações de lince-ibérico (Lynx pardinus) registaram uma quebra de 90 por cento. Mas o destino desta espécie parece estar a mudar. O programa espanhol de reprodução em cativeiro conta hoje com 78 linces. Destes, 16 poderão vir para Portugal, para o centro de reprodução de Silves, inaugurado a 23 de Maio e com uma área total de cinco a seis hectares.

"O texto do protocolo [de cedência] está inteiramente acordado", revelou o secretário de Estado Humberto Rosa ao PÚBLICO, depois de uma reunião de trabalho na sexta-feira em Cáceres, com o seu homólogo espanhol e representantes das comunidades autonómicas.

O documento "poderá ser assinado em Julho. Só falta definir o calendário e o local", acrescentou. Assim sendo, os primeiros linces cedidos por Espanha poderão chegar a Silves a partir de Setembro. "Esta data foi definida por critérios técnicos, relacionados com o ciclo biológico do animal". Para os receber estará uma equipa de nove técnicos e cinco vigilantes.

"As partes envolvidas neste esforço de conservação estão muito sensibilizadas e nota-se um crescente consenso social", comentou Humberto Rosa.

"Seria uma vergonha que estes dois paí­ses deixassem extinguir o felino mais ameaçado do mundo", constatou o secretário de Estado.

Na semana passada, o esforço de conservação do lince valeu à Junta de Andaluzia o prémio de um dos cinco melhores programas Life de conservação da natureza atribuídos pela União Europeia.

Mas o cativeiro não é garantia suficiente para a sobrevivência de uma espécie. A par da reprodução, Portugal e Espanha estão a preparar o habitat, mais concretamente o matagal mediterrânico, para que os linces possam um dia ser libertados.

"O calendário define que temos três anos para escolher uma zona para reintroduzir o lince". Estão em estudo a Malcata, Moura-Mourão-Barrancos e o Vale do Guadiana.

"É preciso fazer com que os factores que levaram ao desaparecimento da espécie não estejam lá ou que estejam controlados", explicou. Tal é o caso da recuperação das populações de coelho-bravo, principal presa do lince.

Além disso, existem "critérios de sensibilização das populações e o potencial de conectividade das zonas, para não termos populações isoladas".

O objectivo de voltar a ter linces "só será conseguido com a cumplicidade dos gestores do território: agricultores, caçadores, proprietários. É fundamental o entorno social para que os possamos manter".

Fonte: Jornal Público                                                                                                                         29.06.2009


"Verdes" denunciam que Parque  Natural de Montesinho não tem meios para trabalhar
 

O Partido Ecologista os Verdes (PEV) denunciou hoje que o Parque Natural de Montesinho (PNM), em Bragança, está sem meios para fazer conservação da Natureza e trabalhar com as populações locais.

Para a dirigente nacional do PEV, Manuela Cunha, "as áreas protegidas são muito importantes, mas se não tiverem meios para actuar e intervir aparecem, muitas vezes, junto das populações apenas como proibitivas".
Manuela Cunha integrou uma comitiva do partido que se encontrou hoje, em Bragança, com os responsáveis regionais do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) e visitou a área protegida, que se estende por mais de 70 mil hectares dos concelhos de Bragança e Vinhais.
Segundo disse à Comunicação Social, no final da visita, "não se pode fazer um bom trabalho em Montesinho porque os mais de 30 funcionários têm apenas sete viaturas, três das quais em fim de vida".
Manuela Cunha registou também a "degradação e falta de condições" da sede do parque, em Bragança, instalada em duas moradias e a falta de Vigilantes da Natureza e outros operacionais como equipas de sapadores.

De acordo com os dados da dirigente do PEV, o PNM tem apenas cinco Vigilantes da Natureza e duas equipas de sapadores florestais para a prevenção e combate a fogos florestais.
"Não podemos ter uma área desta dimensão e as pessoas estarem presas a uma casa sem condições porque não há viaturas, não há meios", afirmou.
Manuela Cunha adiantou que o PEV vai propor, na Assembleia da República, aquando da discussão do próximo Orçamento de Estado, um reforço dos meios para as áreas protegidas, nomeadamente Montesinho.
As carências, considerou, prejudicam também o trabalho e articulação que devia existir com as populações locais para que não vejam na área protegida apenas "proibições e obstáculos ao desenvolvimento".
A dirigente do PEV criticou e disse discordar da estratégia do INCB "virada apenas para a conservação da Natureza e que excluiu o Homem, que é um elemento do parque natural, e toda a riqueza cultural, que tem de ser conservada e valorizada".
"As populações compreendem se lhes for explicado", declarou, criticando "algumas medidas tomadas em gabinetes em Lisboa que não têm em conta as práticas tradicionais e levam a inúmeras burocracias".
A dirigente do PEV defende que esta área protegida "poderia empregar muita gente e ser uma fonte de desenvolvimento se apostasse numa estratégia de promoção e preservação das tradições das aldeias que compatibilizasse a natureza com a vivência humana".
Os "Verdes" anunciaram ainda que vão, na Assembleia da República, dirigir uma pergunta ao Governo sobre os impactos das eólicas espanholas na fronteira mesmo junto à área protegida.

Fonte: Lusa                                                                                                                                                  26.06.2009

 


Movimento cívico contra construção de percurso pedonal

O movimento cívico "SOS Costa Norte" manifestou-se hoje contra a construção de um percurso pedonal em madeira no interior da cratera da Lagoa do Fogo afirmando ser "um atentado" à preservação daquele ponto turístico de São Miguel (Açores).

"Não se trata de uma medida correcta numa Reserva Natural. A Lagoa do Fogo distingue-se das outras por se manter praticamente intacta e esta intenção do Governo, apoiada pela Câmara da Ribeira Grande não é de todo a mais indicada", disse à agência Lusa Filipe Tavares do movimento "SOS Costa Norte", que lançou terça-feira uma petição na internet.

Segundo Filipe Tavares, o percurso pedonal em madeira irá ligar a parte final do trilho pedestre que vem da Lombadas até à areia das praias da Lagoa do fogo.

"Trata-se de um percurso construído em Madeira, de cerca de 500 metros de comprimento que percorre toda aquela planície onde se encontra a lagoa mais pequena dentro da cratera da Lagoa do Fogo", descreveu um dos signatários da petição.

Para Filipe Tavares, "não se trata de uma medida correcta", porque a reserva natural "não deve sofrer qualquer tipo de intervenção a não ser a limpeza e manutenção do que já lá existe".

"Os acessos à Lagoa do Fogo devem ser limitados, por forma a preservá-la. Os que existem são suficiente e não se deve juntar mais nada. O que precisamos é de mais Vigilantes da Natureza, e de um sistema de contra-ordenação eficaz para o combate aos agentes poluidores", sustenta a petição que está a circular na internet.

Filipe Tavares explicou que são necessárias, no mínimo, 300 assinaturas para que a petição dê entrada no Parlamento açoriano, mas o movimento "SOS Costa Norte" espera "uma grande adesão" à iniciativa, até porque trata-se de "uma questão relacionada com o principal ponto turístico de São Miguel".

Contactado pela Lusa uma fonte do gabinete do secretário regional da Economia garantiu que o passadiço vai "evitar estragos" na vegetação endémica do local, dando ainda condições de segurança aos visitantes.

A mesma fonte garantiu que a proposta teve o parecer favorável da secretaria do Ambiente e confirmou que a construção em causa vai avançar.

Idêntica opinião manifestou o presidente da Associação Ecológica Amigos dos Açores, considerando que é "uma opção claramente para proteger a vegetação".

"Os visitantes passarão a dispor de melhores condições no trilho, evitando-se também estragos na vegetação endémica", frisou Sérgio Diogo Caetano.

Fonte: Lusa                                                                                                                                   26.06.2009



O Presidente do ICNB crê na força da sociedade civil para vencer desafios
 

Diário Económico:

O Presidente do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, Tito Rosa, e o Presidente da CIBIO, Nuno Ferrand, falam da importância da biodiversidade na vida das empresas.

 

Ver entrevista completa (formato .pdf)



Na Assembleia da República Deputado Miguel Tiago questiona o Governo sobre os Vigilantes da Natureza!
 

Durante a Interpelação ao Governo sobre "Políticas de Ambiente e Energia" promovida pelo Partido Ecologista "Os Verdes", o Grupo Parlamentar do Partido Comunista Português, através do Deputado Miguel Tiago, confrontou o Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional e o Governo com a sua política que opõe Ambiente ao desenvolvimento nacional.

O PCP começou por denunciar que a política deste Governo converteu o Ministério do Ambiente numa comissão de negócios e numa agência imobiliária que vende o território nacional e os seus recursos naturais aos grandes grupos económicos.

Além disso, o PCP colocou as seguintes questões:

1. Que medidas vai o Governo tomar para, finalmente, iniciar um processo de recrutamento de novos vigilantes da natureza e de colocação desses profissionais no terreno? Depois de ter prometido há mais de 4 anos o alargamento do número de Vigilantes da Natureza e de ter anunciado o reforço da presença do ICNB no território, agora importa que o Governo preste contas sobre o trabalho desastroso que este Governo leva a cabo em matéria de conservação da natureza.

A esta pergunta o Governo respondeu com o anúncio de que está em curso o processo de recrutamento para mais Vigilantes da Natureza, sem mais esclarecimentos.

2. Refira pelo menos uma intervenção concreta e objectiva do ICNB no território, em particular no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina. Além do trabalho administrativo e burocrático e da cobrança de multas, indique um trabalho de intervenção para recuperação ou valorização dos recursos e valores naturais nessa área levado a cabo pelo ICNB.

A esta questão o Ministro respondeu apenas que o ICNB está muito presente no território e não referiu uma única intervenção concreta do ICNB em qualquer Parque Natural ou área protegida sob sua tutela.

3. Quais os cálculos e à luz de que legislação se justifica o acordo entre o Estado, através do INAG, e a EDP que atribui títulos de utilização de milhões e milhões de metros cúbicos durante os próximos 44 anos por apenas 55 Milhões de euros? Como justifica que se cobrem taxasna íntegra a todos os utilizadores, nomeadamente pequenos e médios agricultores, piscicultores, consumidores e que à EDP se atribua um desconto desta dimensão?

O Governo disse apenas que ia fazer chegar o cálculo ao Grupo Parlamentar do PCP. No entanto, este Grupo Parlamentar já requereu ao Governo esse cálculo há meses, por escrito, e até hoje, nada nos chegou.

4. Como justifica que este Governo tenha limitado fortemente a pesca tradicional, nomeadamente na área do Parque Marinho Luiz Saldanha (Parque Natural da Arrábida) e simultaneamente tenha aberto a co-incineração de resíduos industriais perigosos em pleno Parque Natural da Arrábida?

O governo respondeu apenas que os pescadores de Sesimbra estão actualmente contentes e satisfeitos com as restrições impostas e com a limitação à pesca e que até aumentaram a actividade piscatória.

Fonte: Grupo Parlamentar do PCP                                                                                                                 21.06.2009



Douro Internacional: Abertura de um caminho dá em embargo, autarcas arguidos e ameaça de desanexação
 

O embargo da abertura de um caminho no Douro Internacional desencadeou um diferendo entre vários autarcas e o Instituto de Conservação da Natureza com processos de contra-ordenação, acusações de fundamentalismo e uma aldeia a ameaçar desanexar-se da área protegida.

Os presidentes das Câmaras de Miranda do Douro e de Vimioso e o presidente da Junta de Freguesia de Miranda do Douro podem responder pelo crime de desobediência, que dá perda de mandato, e incorrem numa coima até perto de 50 mil euros.

A localidade de Aldeia Nova ameaça pedir em Tribunal a desanexação do Parque Natural do Douro Internacional, se não se fizer o caminho.


A agência Lusa soube hoje, junto das partes envolvidas, que o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) instaurou processos de contra ordenação aos presidentes da Câmara e Freguesia de Miranda do Douro, os donos da obra, e ao presidente da Câmara de Vimioso por ter emprestado a máquina para a obra.

O Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade alega que a zona do parque onde estavam a construir o caminho de 350 metros é "uma verdadeira jóia paisagística, geológica e muito relevante em termos de fauna e flora, num estado de não perturbação essencial para a nidificação de algumas espécies".

O Instituto acusa os visados de terem provocado "um grande impacto, dada a dimensão e força da máquina" e "uma destruição completa de habitats protegidos", com a obra a decorrer "em pleno período de nidificação, afectando um casal de cegonhas pretas e 2 a 3 casais de Britangos".

"Admitimos (ainda é cedo para confirmar) a eventual perda de ninhadas de Britango e de Cegonha-preta", refere por escrito à Lusa o ICNB.

Para o autarca de Miranda do Douro, o social-democrata Manuel Rodrigo, o ICNB é o "Instituto da Complicação Nacional que pode fazer o que bem lhe apetece mas que não deixa fazer".

"Não compreendemos esta atitude quando na mesma zona permitiu a construção de uma charca com muito mais impacto", declarou.

Manuel Rodrigo disse que, "ao contrário do que algumas associações ambientalistas já o acusaram, não pretende abrir o caminho para caçar naquela zona mas facilitar o acesso aos turistas que visitam um santuário nas proximidades, no combate a incêndios, para pesca desportiva e para os agricultores replantarem algumas culturas".

Segundo disse, o pedido de autorização foi feito à direcção do parque em 2001 e como não houve resposta considera que existe uma "deferimento tácito".

A mesma interpretação não tem o ICNB que assegura não ter "qualquer registo no arquivo da entrada de um pedido dessa natureza" e que "de todo o modo, mesmo que fosse o caso, com a aprovação do Plano de Ordenamento em 2005, a sua validade perder-se-ia".

O autarca local disse ainda que a Câmara e a Freguesia de Miranda do Douro decidiram avançar com a abertura do caminho depois de constatarem a construção de uma charca na mesma zona "com mais impactos ambientais, com a conivência do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade".

Manuel Rodrigo assegurou que vai cumprir a ordem de embargo mas também contestar o processo com o qual disse não estar "nada preocupado", nem pensa pagar a multa que eventualmente lhe vier a ser aplicada.

"Surpreendido" ficou o presidente da Câmara de Vimioso com a notificação do ICNB porque, segundo José Rodrigues, a sua intervenção limitou-se a um protocolo de colaboração que tem com o município vizinho de Miranda do Douro, no âmbito do qual as duas autarquias trocam meios e recursos.

O que não surpreende o social-democrata José Rodrigues é o "fundamentalismo" em matéria ambiental a que diz estar já "habituado pelos seis anos de espera para construir uma mini-hídrica travada por uma toupeira, quase duas décadas sem uma estrada para não incomodar o rato-de-cabrera (Microtus cabrerae) e 10 anos sem avanços em dois açudes".

"É melhor acontecer como há quatro anos em que tivemos de ir buscar água a outros concelhos para abastecer a população e morreram milhares de peixes nos Rios Angueira e Maçãs por falta de água?" - perguntou.

"Fico baralhado com isto", acrescentou.

Quem ameaça com uma atitude radical é Ernesto Garcia, o representante de Aldeia Nova da Freguesia de Miranda do Douro.

O autarca diz que já começou a recolher a documentação para avançar com um processo em Tribunal a pedir a "desanexação" do Parque Natural do Douro Internacional.

Se o ICNB mantiver o embargo ao caminho, promete fazer como os vizinhos espanhóis de Castro de Alcanices que conseguiram, na Justiça, sair da área protegida do outro lado da fronteira.

"Nós não somos já donos de nada. Ainda há dias um vizinho, por cortar uns carrasqueiros, pagou mais de 1.200 euros de multa e eles (Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade) andaram a fazer uma charca no terreno dos outros e não pagaram pelos estragos", atalha a esposa, Olga Morgado.

 Fonte: Lusa                                                                                                                                          21.06.2009


Zoológico da Maia duplica área destinada aos animais
 

O director do Zoológico da Maia anunciou hoje uma «profunda remodelação» deste parque que prevê o alargamento para o dobro do espaço destinado aos animais, abrindo assim caminho à conclusão do processo de licenciamento deste zoo que se arrasta há vários anos.

«Até final do ano garanto que vamos ter o parque delimitado, a quarentena construída e uma remodelação total do jardim realizada», afirmou Carlos Teixeira, fundador e director do parque, há mais de 20 anos.
Segundo Carlos Teixeira, que também preside à Junta de Freguesia da Maia - entidade que é proprietária do parque zoológico - o número de animais foi já reduzido em cerca de 60 por cento, cumprindo-se assim uma das principais recomendações da Direcção Geral de Veterinária (DGV) e do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB).

Fonte: Lusa                                                              21.06.2009
 



Sea Life Porto com equipamento irregular
 

Vistoria do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade confirma falta de licença de funcionamento do oceanário

O Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) identificou «irregularidades» no equipamento do oceanário Sea Life Porto, numa vistoria realizada esta quinta-feira. De acordo com a agência Lusa, a vistoria confirmou também a «falta de licenciamento» do oceanário e levantou por isso um «auto de notícia» ao Sea Life.
O Sea Life Porto, o 30º da cadeia Merlin Entertainment, abriu as portas segunda-feira, sem a licença de funcionamento da Direcção Geral de Veterinária (DGV) e sem o parecer do ICNB. Isto porque os responsáveis do oceanário, que abriu as portas com cerca de um ano de atraso, consideraram suficiente para a abertura a licença emitida pela Câmara do Porto e uma primeira visita da DGV, que deu «parecer positivo» ao equipamento.
Contactado pela Lusa no final da inspecção, o director-geral do Sea Life Porto mostrou-se confiante na obtenção da licença.
Questionado sobre se a vistoria detectou irregularidades, Luís Rocha só disse que «os documentos solicitados serão entregues na próxima semana».

    Fonte: Lusa                                  21.06.2009



Doze espécies de Morcegos desmistificam superstições na Quinta da Regaleira em Sintra
 

Desmistificar mitos e superstições, alertando para a importância da conservação das doze espécies de morcegos que actualmente vivem na Quinta da Regaleira, Sintra, são os objectivos dos espeleólogos que há sete anos ali criaram um abrigo artificial - morcegário.

A Associação de Espeleólogos de Sintra e a Cultursintra, fundação que gere o património da Quinta da Regaleira, criaram em 2002 um centro de observação para controlar a maior colónia de criação da espécie morcego-ferradura-pequeno em Portugal, cujas características passam pelo pequeno porte, cerca de três centímetros, e pelo facto de se alimentarem de insectos.

Por vezes a pequena sala de monitorização da Quinta da Regaleira chega a ser "a primeira casa" do Espeleólogo, Gabriel Mendes, que descobriu a sua paixão por estes mamíferos de pequeno porte em 1981.

É habitual trocar o conforto do lar pelo desconforto da cadeira que tem em frente a um computador e um televisor que monitorizam "a toca" dos morcegos, estes animais "mal-amados", protagonistas de filmes de terror e ditados supersticiosos.

"Os morcegos são animais discretos, andam de noite, são muito susceptíveis à perturbação e por isso escolhem locais sossegados como ruínas, castelos, sótãos ou caves. Aquilo que o nosso imaginário normalmente associa ao fantástico e que a literatura mundial e depois o cinema se encarregaram de criar preconceitos nas pessoas, como por exemplo com o famoso conde Drácula", disse à agência Lusa, Gabriel Mendes.

"Há que desmistificar isso e também é esse o objectivo deste projecto para levar o conhecimento até às pessoas sobre a importância dos morcegos. Quando as pessoas sabem que um morcego pode comer entre 1500 a 2000 mil melgas por noite começam a ter um carinho especial por eles e começam a perceber qual é o seu impacto no eco-sistema", disse.

Segundo o responsável, a grande maioria das espécies de morcegos enfrenta um sério risco de extinção, graças à acção directa do homem que contribuiu para este cenário através da redução e transformação dos habitats de alimentação dos morcegos, a destruição e perturbação dos abrigos e o envenenamento motivado pelos pesticidas.

Estes factores aliados à baixa natalidade, uma vez que cada fêmea só tem uma cria por ano, e a uma maturidade sexual tardia, pois enquanto em alguns casos os morcegos acasalam a partir do primeiro ano e meio de vida, noutros podem-no "fazer aos quatro anos".

"No mundo existem mais 1000 espécies de morcegos, o que representa 25 por cento dos mamíferos. Em Portugal a relação é ainda maior pois nós temos 26 espécies que representam 38 por cento dos mamíferos que vivem em Portugal", disse Gabriel Mendes, acrescentando que actualmente grande parte das espécies destes animais estão classificadas como vulneráveis ou em perigo.

Gabriel Mendes adiantou que este projecto permite, além da divulgação para as comunidades cientificas nacionais e internacionais, o estudo do "comportamento e da construção de abrigos alternativos sempre que haja colisão de interesses entre os morcegos e o património ou algo que vá colidir com o seu habitat".

A Fundação Cultursintra em parceria com a Federação Portuguesa de Espeleologia e Associação dos Espeleólogos de Sintra e com o apoio do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, da Câmara Municipal de Sintra e do AIPT- Comité da UNESCO, promove a XIII Noite Europeia dos Morcegos.

Nesta iniciativa, que tem como objectivo alertar a população para a importância da conservação dos morcegos e desmistificar preconceitos e superstições, será inaugurado o novo morcegário da Quinta da Regaleira.

Fonte: Lusa                                                                                                                                      21.06.2009       



Ministério Público pede condenação de Fernando Ruas
 

O Ministério Público (MP) pediu hoje a condenação do presidente da Câmara de Viseu com uma pena de multa não inferior a 120 dias, por ter proferido as polémicas afirmações sobre “correr à pedrada” os Vigilantes da Natureza.

A instigação pública ao crime pode ser punida com pena de prisão até três anos ou de multa até 360 dias, a uma taxa diária a definir pelo tribunal.

A sessão de hoje começou com a audição da gravação áudio da Assembleia Municipal (AM) de 26 de Junho de 2006, onde o presidente da Junta de Freguesia de Silgueiros fez queixas dos Vigilantes da Natureza, o que levou o autarca Fernando Ruas (PSD) a afirmar: “Arranjem lá um grupo e corram-nos à pedrada. A sério, nós queremos gente que nos ajude e não que obstaculize o desenvolvimento. Estou a medir muito bem o que estou a dizer”.

Perante a intervenção de um deputado do PS, que disse a Fernando Ruas ser “grave” o que estava a afirmar, este justificou que estava a falar “no sentido figurado”.

No entanto, o procurador da República disse nas alegações finais que nunca foi explicado o sentido real da expressão “corram-nos à pedrada”.

“Nem lá (na AM), nem cá (no tribunal) explicou que sentido figurado pode ser atribuído a essa frase”, referiu, considerando que “é inevitável que esta frase contém em si um apelo à violência” e ao “obstar que (os Vigilantes da Natureza) autuem as Juntas de Freguesia”.

Lamentou ainda o que chamou de “espectáculo deprimente” dos depoimentos de vários presidentes de Junta que “começavam por dizer que usou a expressão em sentido figurado”, o que “transmitiu uma ideia de alguma concertação”.

O procurador chegou mesmo a referir que “não são os acólitos de presidente” que dizem ao tribunal se este actuou ou não com dolo, explicando que se trata de “um crime de perigo abstracto” e que “não é preciso provocar um acto”.

Disse ainda que “é sabido que as paixões políticas e um certo exacerbar dos sentimentos partidários levam muitas vezes à violência e os casos estão à vista pelo país fora”, apontando como exemplos os casos de Felgueiras, das agressões a Vital Moreira e na lota de Matosinhos.

O advogado de defesa alegou que “não foi feita prova efectiva da prática de um crime em audiência de julgamento”.

“A não ser a sua opinião sobre a frase dita pelo arguido, não se descortina prova alguma”, frisou, dirigindo-se ao procurador e lembrando que na gravação foi possível ouvir os presentes na AM a rirem-se da frase, porque “ninguém levou aquilo a sério”.

Fernando Ruas aproveitou o período que lhe foi concedido no final das alegações finais para lamentar que, durante todo o julgamento, nunca lhe tenham perguntado o que queria dizer com o sentido figurado, frisando que o que pensa só a ele lhe compete explicar.

Alegou que pretendia pedir às pessoas que se dirigiram ao presidente da Junta de Freguesia de Silgueiros a pedir para colocar manilhas num caminho público (o que levou à autuação) para que “fossem falar com os Vigilantes da Natureza”.

O autarca lembrou que as afirmações foram feitas no decurso de uma reunião onde ele próprio foi “bombardeado” com termos que também não lhe agradaram, comparando a situação aos debates quentes da Assembleia da República.

“No julgamento, o tom do MP não foi muito diferente do que eu usei na AM. Basta que as pessoas estejam mais emocionadas e que lhes apontem o dedo para terem este tipo de comportamento”, acrescentou.

“Nunca me passou pela cabeça que o MP me acusasse. Acho que se o procurador-geral fosse o actual, não teria sido acusado”, realçou.

A leitura da sentença está marcada para dia 13 de Julho, às 14:30, no Tribunal de Viseu.

Fonte: Destak / Lusa                                                                                                                                                       18.06.2009



Vigilantes da Natureza sentiram-se intimidados, mas não sofreram violência!

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Os dois Vigilantes da Natureza envolvidos no processo que deu origem às polémicas afirmações do autarca Fernando Ruas sobre “correr à pedrada” estes profissionais admitiram ter-se sentido intimidados, mas que nunca sofreram violência física de populares.
O Tribunal de Viseu tinha decidido há uma semana, na segunda sessão do julgamento de Fernando Ruas por instigação pública ao crime, ouvir os dois Vigilantes da Natureza que autuaram a Junta de Freguesia de Silgueiros, por falta de licença para colocar manilhas num caminho público a pedido de moradores e proprietários agrícolas, que se queixavam de dificuldades em transpor a linha de água que o atravessa em época de chuvas. O presidente da Junta de Silgueiros tinha voltado a acusar os Vigilantes da Natureza de “excesso de zelo” nuns casos e de não darem tratamento às situações realmente importantes, o que levou Fernando Ruas a afirmar, na Assembleia Municipal de 26 de Junho de 2006, que a população os devia “correr à pedrada”.

Carlos Alberto Azevedo, o Vigilante da Natureza que assinou o auto, disse em tribunal que, após as declarações do presidente da Câmara de Viseu, teve “algum medo de ir para o terreno”, devido ao clima de hostilidade com que poderia ser recebido pelos populares. Referiu, no entanto, nunca ter sentido qualquer situação de “violência explícita”, apenas tendo vivido “situações em que (populares) usaram a mesma expressão” de Fernando Ruas, que “não foram muitas, mas foram algumas”. Segundo o agora técnico superior, as reacções negativas das pessoas a uma autuação “são normais”, mas a expressão de que “deviam era ser corridos à pedrada” só começou a ser usada depois das afirmações do autarca social-democrata. José Almeida, que esteve com Carlos Azevedo em Silgueiros, disse que algumas pessoas que encontravam no terreno “repetiam as palavras que foram ditas na Assembleia”. No entanto, considerou que essas palavras não eram ditas “em tom de ameaça”, mas sim “em tom de gozo”.

Ambos admitiram que nunca sentiram necessidade de chamar a GNR por se terem sentido em perigo devido às declarações de Fernando Ruas, nem de pedirem transferência para outro serviço ou local. Já Rui Nobre, também Vigilante da Natureza, contou que precisou de chamar a GNR para actuar numa sucateira. “O indivíduo (da sucateira) utilizou as mesmas expressões, que devíamos ser corridos à pedrada e também a tiro. À terceira vez que tivemos de nos deslocar lá tivemos de chamar a GNR”, referiu. O tribunal de Viseu também tinha decidido apenas na última sessão chamar Rui Nobre a depor, na sequência de declarações que este fez a órgãos de comunicação social sobre problemas com populações de vários concelhos devido às declarações de Fernando Ruas. “Pressões psicológicas houve. As pessoas quando nos viam diziam, vocês deviam ser corridos à pedrada”, contou, dizendo, no entanto, perceber que “quando o presidente disse aquilo não seria com essa intenção”. Para esta sessão de julgamento estava prevista a audição da gravação áudio da Assembleia Municipal de Junho de 2006. No entanto, apesar de ter estado toda a tarde com as quatro cassetes em cima da mesa, o juiz António Cunha anunciou no final que estas não poderiam ser ouvidas por o tribunal não ter “conhecimento como operar com o respectivo aparelho reprodutor” e por não saber o local exacto “onde se encontram gravadas as expressões a ouvir”. Desta forma, as cassetes serão ouvidas na próxima sessão, marcada para as 09:30 de 18 de Junho, dia em que o juiz prevê poderem também ser feitas as alegações finais.

Fonte: Noticias de Viseu                                                                                                  11.06.2009                                                                                                            


Ministro do Ambiente inaugurou Centro de Reprodução do Lince
 

A promessa do ministro é de que os linces-ibéricos chegam até ao final do ano, pois estão a ser feitos «contactos com o Governo espanhol e as autoridades», nesse sentido. Os atrasos devem-se à elevada procura dos felinos por outros centros ibéricos.

Não havia linces, mas havia uma pequena multidão à espera do ministro do Ambiente Nunes Correia, para a inauguração do Centro de Reprodução do Lince-Ibérico em Cativeiro, na Herdade das Santinhas, no concelho de Silves.

Por isso mesmo, Nunes Correia considerou que aquela era «uma inauguração humana, até porque os linces são animais muito esquivos e não se dão bem com esta pequena multidão. Depois, logo virá a inauguração dos linces, que será mais recatada», brincou.

Apesar de ainda faltar a aprovação dos novos hóspedes, que vão ter 16 cercados, cada um com cinco câmaras de vigilância, o Centro já está a postos para os receber.

Haverá, além da área de cercados, onde existirá rotatividade até que os felinos encontrem o seu parceiro, uma zona de quarentena, um laboratório, uma sala de vigilância e até uma casa para guardar as presas vivas, os coelhos-bravos, comprados no exterior.

No mesmo espaço, existirá ainda uma parideira, também vigiada. A única diferença é que neste local foi colocada uma rede que cobre o cercado, para que as aves não consigam magoar os recém-nascidos.

«A circulação dos linces será feita através de túneis amovíveis, que vão ligar um cercado ao outro. Eles têm que se cheirar para escolher o parceiro mais compatível», avançou um dos responsáveis do Centro. A única dificuldade é que tudo terá que ser feito com muita paciência, pois a fêmea só poderá parir uma vez por ano.

O Centro poderá, contudo, servir também outras causas, que não a da reprodução e repovoamento dos linces-ibéricos. É que, para Isabel Soares, presidente da Câmara de Silves, o projecto será uma lufada de ar fresco, pois o novo espaço «poderá ser um factor de estímulo no surgimento de novas ofertas turísticas e, em consequência, na melhoria das condições de vida das populações do interior».

No entanto, a inauguração foi também uma forma de fazer uma passagem do testemunho da empresa Águas do Algarve, que construiu o Centro como medida de compensação ambiental para fazer a barragem de Odelouca, ao Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB), a entidade que irá gerir o novo espaço.

Tito Rosa, presidente do ICNB, comprometeu-se a cumprir o que lhe foi pedido pelo seu homólogo da Águas do Algarve Joaquim Marques Ferreira (antigo Presidente do ICNB). «Tornar o Centro num caso de sucesso, agora que damos por terminada a nossa tarefa aqui».

Com a passagem da responsabilidade para o ICNB, segundo Nunes Correia, «chegou-se a um ponto sem retorno. Já não se pode voltar atrás, mesmo que ainda falte o lince, a reprodução e a libertação».

A única certeza é que o Centro já reúne todas as condições para receber os novos inquilinos espanhóis, naturais do Centro de Donaña, na Andaluzia.

 

 

Fonte: Barlavento online                                                30.05.2009

 



Mega-operação de recolha de resíduos tem lugar  ao largo da Baía de Cascais
 

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Projectmar promove acção de limpeza do fundo do mar junto à costa de Cascais numa iniciativa que se pretende que sensibilize a população para a problemática da poluição do fundo marinho e para a necessidade de proceder à reciclagem em geral.

No dia 30 de Maio decorrerá uma mega-acção de limpeza do fundo do mar na Praia dos Pescadores, uma iniciativa sem precedentes em Portugal e das maiores realizadas na Europa. Nela participarão 120 mergulhadores e uma grua para remoção dos resíduos de maiores dimensões. As peças de pequeno porte serão colocadas num ecoponto disponibilizado pela EMAC – Empresa Municipal de Cascais e Trotalixo e todos os resíduos serão encaminhados para reciclagem pela Sociedade Ponto Verde, que é parceira no projecto.

Trata-se da quarta acção de mergulho de recolha de resíduos no âmbito do “Projectmar”, a segunda a ter lugar em 2009, tendo sido já removidas duas toneladas de resíduos, maioritariamente vidro, plástico, metal e material indiferenciado

A acção subaquática vai ser emitida num grande ecrã colocado no local com o objectivo de alertar a população para a problemática. Luís Veiga Martins, Director Geral da Sociedade Ponto Verde afirma “Portugal é um país que deve muito ao Mar. Está na hora de cuidarmos da nossa costa, limpar o nosso Oceano e servir de exemplo a todos os outros países. Contribuindo para a limpeza do nosso mar, estamos também a sensibilizar toda a população para que nos façam chegar os resíduos de embalagens para que os possamos reciclar”.

Fonte: comunicado de imprensa da Sociedade Ponto Verde                                                                       30.05.2009                                                                                                            



Um Casal de Falcões a Nidificar em Lisboa

Engana-se quem pensa que as aves de rapina apenas podem ser avistadas em áreas naturais. Conheça a história, imagens e videos, de um casal de peneireiros que elegeu um vaso de uma janela de um andar, em plena Lisboa, como local para criar a sua prole.

Um casal de falcões, da espécie Peneireiro-comum (Falco tinnunculus), nidificou no vaso da janela de um prédio, em plena cidade de Lisboa, e aí pôs quatro ovos.

Os peneireiros são uma ave comum em Portugal e existem até em ambientes urbanos, pois possuem uma grande tolerância à presença humana. Mas nidificar numa zona residencial, num vaso colocado a escassos centímetros da janela de uma sala é, no mínimo, insólito.
 

Há dois factores principais que explicam esta situação invulgar: existe alimento nas proximidades do ninho e este não foi perturbado.

Esta pequena ave de rapina, que tem 32 a 38 cm de comprimento e 68 a 78 cm de envergadura, alimenta-se de ratos, aves, lagartixas e insectos de grandes dimensões. Caça nas hortas e pequenos campos agrícolas que existem na cidade e que, neste caso, ainda existem na zona de Benfica, perto do Centro Comercial Colombo.
Por outro lado, o morador da casa, Pedro Gonzaga, manteve o ninho imperturbado. As restrições a que esteve sujeito, como não levantar os estores da sala ou não ouvir música, foram para ele compensadas por poder observar de perto estas aves. Instalou uma câmara ligada ao computador e pôde seguir a vida dos falcões vinte e quatro horas por dia.

A atitude de Pedro face à presença destas aves não é, infelizmente, a mais comum. Os ninhos das aves de rapina são muitas vezes alvo de vandalismo. Perto de Benfica existe o Centro de Recuperação de Animais Silvestres, do Parque Florestal de Monsanto, onde 98% dos animais que aqui chegam são aves e metade destas são o resultado de ninhos que foram pilhados. 

No entanto, apesar do cuidado do dono da casa, os ovos não chegaram a eclodir. Esta situação não é anormal. Acontece por vezes quando os progenitores são aves jovens, no primeiro ou segundo ano de reprodução. O macho pode não ter fecundado os ovos ou a fêmea pode ter-se ausentado do ninho mais tempo que o normal, deixando os ovos ao frio.

Na grande Lisboa sempre existiram falcões e é de esperar que a tolerância da espécie à perturbação humana aumente. A redução dos espaços verdes naturais pode ter “empurrado” este casal de peneireiros para uma zona residencial. A casa onde nidificaram esteve inabitada no ano anterior e por isso foi um local pouco perturbado. Este pode ser o segundo ano em que os falcões ocupam aquele ninho. Isto porque os falcões, além de poderem acasalar para toda a vida, são também fiéis ao local de reprodução.

Os progenitores vão agora abandonar o ninho. Espera-se que para o ano, entre Março e Abril, estejam de volta.

Fonte: Miguel Monteiro/Naturlink                                                                                                                    29.05.2009
http://naturlink.sapo.pt/article.aspx?menuid=2&cid=4506&bl=1&viewall=true#Go_1

 



Google aluga 200 cabras para cortar relva da sua sede
 

A empresa Google, com sede nos Estados Unidos - em Mountain View, na California - decidiu alterar drasticamente a forma de manter aparados os grandes relvados em redor dos edifícios, trocando os ruidosos cortadores de relva por cerca de 200 cabras que farão esse serviço quase sem fazer barulho, apenas um balir, aqui e além.

Segundo o responsável pela manutenção dos espaços exteriores do Google, o custo de transportar as cabras até aos locais onde a relva precisa de ser aparada acaba por ter um custo semelhante à soma dos combustíveis com o aluguer de máquinas e com a contratação pessoal qualificado necessário para fazer o mesmo serviço.

Para além disso, as cabras sempre são mais bonitas que os cortadores, não poluem, e têm a vantagem de, paralelamente, adubarem a terra de forma natural.

Muitas vantagens juntas nesta iniciativa duma empresa que sempre fez da inovação o seu caminho e volta a surpreender, inovando com velhas técnicas!

Fonte: Público                                                                                                                          29.05.2009



Presidente da AR nas Ilhas Selvagens numa afirmação de presença em território português
 

O Presidente da Assembleia da Republica declarou que a visita que efectuou terça-feira às Ilhas Selvagens representou uma "afirmação de presença" num território que é indiscutivelmente português.

Jaime Gama falou na Selvagem Grande, a maior das ilhas daquele sub arquipélago da Região Autónoma da Madeira, acompanhado por um grupo de deputados da Comissão de Defesa Nacional da AR.

"É para nós motivo de orgulho e razão de afirmação de presença nestas ilhas que, indiscutivelmente, pela história e pelo direito marítimo são desde há muitos séculos uma pertença portuguesa, hoje parte integrante do território da Madeira", salientou.


Jaime Gama realçou a importância do trabalho realizado para a preservação da biodiversidade, mencionando que "embora tenha uma paisagem agreste é de grande beleza natural", como foi reconhecido por Yves Cousteau que disse que naquele local estavam as águas mais transparentes do Mundo.

"Se ele disse isso é porque tinha grande fundamento para o dizer", concluiu.

Por seu turno, o secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais, Manuel António Correia, sustentou que esta visita contraria o sentimento de que "Portugal não reconhece devidamente os trabalhos ambientais que são feitos na Madeira".

"Isto é uma verdadeira soberania ambiental", opinou o governante, acrescentando que com os trabalhos de conservação da natureza realizados e a presença de Vigilantes da Natureza, "Portugal reúne todos os requisitos para manter jurisdição sobre território e área marítima circundante".

Apontou que as ilhas Selvagens estão consagradas pelo Conselho da Europa como reserva biogenética e que a Madeira não desistiu da candidatura para que sejam declaradas património mundial natural da Unesco.

Sobre esta candidatura esclareceu que a primeira tentativa aconteceu em 2002, só que quando o conselho da Unesco ia apresentar a decisão definitiva surgiu um "parecer cientifico que, embora enaltecendo o trabalho de gestão, conservação e os valores naturais estarem preenchidos, entendia que não tinha grau de excepcionalidade suficiente para merecer a distinção".

Manuel António Correia considerou que essa foi apenas "uma questão de falta de informação", mas para "não forçar uma decisão negativa que seria mais tarde difícil de alterar a candidatura foi retirada para reformulação", justificou.

"Não desistimos e acreditamos que este é um património excepcional, porque tem características que não se encontram em mais nenhuma parte do mundo. A candidatura mantém-se e está a ser reformulada, dentro de alguns anos veremos este território também reconhecido como património natural", disse Manuel António Correia.

Por seu turno, o Chefe do Estado Maior da Armada (CEMA), almirante Fernando Melo Gomes, sustentou que aquele "paraíso vai continuar a contar com o apoio da Marinha", anunciando que a partir do período estival irá colocar um equipa de fuzileiros nas ilhas para ajudar a manter a ordem e a beleza.

Manuel António Correia agradeceu o apoio, recordando que "há cerca de dois anos, no período de verão, as Selvagens foram visitadas indesejavelmente por alguns mergulhadores e pescadores das Canárias, que aproveitando o mar estar bom, com lanchas rápidas pescavam naquela reserva.

Essa situação levou "a Marinha, a título excepcional a defender aquele território porque se colocava a questão da defesa da reserva e segurança dos Vigilantes da Natureza".

O presidente da Assembleia da República chegou à nova fragata da Armada Portuguesa, a "Bartolomeu Dias" a bordo do helicóptero Lynx, que o transportou junto com toda a comitiva para o planalto da Selvagem Grande onde esteve cerca de duas horas.

O presidente da AR escreveu e enviou um postal do marco dos correios mais a sul do território nacional e assinou o livro de honra.

Ao final da tarde, Jaime Gama usou o helicóptero para se deslocar até o Aeroporto da Madeira e regressar a Lisboa.

As Ilhas Selvagens são um pequeno arquipélago situado 165 quilómetros a norte do arquipélago espanhol das Canárias e a 250 quilómetros ao sul do Funchal (Madeira).

Em missões de soberania visitaram esta parcela do território, os Presidentes da República Mário Soares (1993) e Jorge Sampaio (2003).

Fonte: Lusa                                                                                                                29.05.2009



UNESCO aprova candidatura do Parque Luso-Galaico Gerês
 

A UNESCO aprovou as candidaturas a reserva mundial da biosfera do Parque Internacional Luso-Galaico Gerês/Xurés e da ilha das Flores, nos Açores, disse hoje à Lusa fonte do Ministério do Ambiente.

O Parque Transfronteiriço Internacional de Gerês/Xurés foi criado em 1997 entre o Parque Nacional da Peneda-Gerês e do Xurês/Baixo Límia, na Galiza, Espanha, «para fomentar o estabelecimento de normas e medidas similares ou complementares para a defesa, preservação e conservação dos valores naturais de ambos os parques».

A candidatura foi entregue em Abril de 2008, na Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), em Paris, pelos Governos de Portugal e de Espanha.

O anúncio da candidatura foi feito em Fevereiro de 2008 durante a Cimeira Ibérica de Braga, ocasião em que, em declarações à Agência Lusa, o ministro do Ambiente, Nunes Correia, revelou que o tema estava na agenda da Cimeira Ibérica, adiantando que o trabalho preparatório estava a ser feito por uma comissão mista criada, em 2007, em Terras de Bouro.

A comissão englobou técnicos do Governo da Xunta da Galiza, representantes dos municípios da zona, dos dois parques naturais e da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Norte.

Nunes Correia assinalou que a candidatura aproveitava, também, o trabalho conjunto desenvolvido, na última década, pelos técnicos dos dois parques, o Nacional da Peneda-Gerês, em Portugal, e o Natural da Baixa Limia/Serra do Xurés.

E frisou que, entre outros aspectos, o projecto baseia-se no património biogenético e na recriação de trilhos antigos, nomeadamente os da Geira, a antiga estrada romana que ligava Braga e Astorga.

O Parque Internacional Gerês/Xurês actua especialmente nas zonas definidas pelos Planos de Ordenamento como sendo de «Ambiente Natural» e «Reserva» ou «Protecção Especial», na linha da fronteira.

Fonte: Lusa/Diário Digital                                                                                                                           26.05.2009



PEV quer mais Vigilantes da Natureza no Faial e Pico
 

A candidata do Partido Ecologista “Os Verdes” ao Parlamento Europeu, Ana Paula Simões, alertou hoje que as ilhas do Faial e do Pico, nos Açores, têm «poucos Vigilantes da Natureza» para assegurar a fiscalização de todas as áreas protegidas.

Ana Paula Simões, que hoje reuniu com o núcleo de Vigilantes da Natureza do Faial, frisou que o número de efectivos está «abaixo das necessidades», defendendo a necessidade de um reforço de meios humanos.

A situação é particularmente complicada na ilha do Pico, a segunda maior dos Açores em termos de dimensão, que dispõe apenas um Vigilante da Natureza para fiscalizar quase 450 quilómetros quadrados, numa ilha que inclui uma zona classificada como Património Mundial da UNESCO.

«Este é um caso gritante», frisou a candidata ecologista, que integra a lista da CDU para o Parlamento Europeu.

O secretário regional do Ambiente, Álamo de Meneses, admitiu recentemente, em declarações à Lusa, o reforço do número de Vigilantes da Natureza, à medida que forem sendo criados os parques naturais de ilha.

Na altura, Álamo de Menezes apontou o caso da ilha do Pico como uma das situações em que existe carência de efectivos.

O arquipélago dos Açores conta actualmente com 30 Vigilantes da Natureza, uma carreira criada há nove anos para cuidar das zonas de interesse ambiental.

A candidata do Partido Ecologista Os Verdes esteve segunda-feira no Jardim Botânico do Faial, que reúne uma colecção única de espécies das ilhas da Macaronésia (Açores, Madeira, Canárias e Cabo Verde), tendo prevista para hoje à tarde uma visita à Central de Triagem da Horta, construída pela Câmara Municipal e uma das primeiras do arquipélago.

Fonte: Diário Digital / Lusa                                                                                                                       26.05.2009


Plano de conservação é última tentativa para salvar população de golfinhos do Sado
 
 

Os golfinhos do Estuário do Sado vão ser alvo de um plano de conservação que foi anunciado no dia 20 de Maio. Apesar da espécie Tursiops truncatus estar de boa saúde a nível mundial, a população que fez habitat no Sado conta só com 25 indivíduos.

O plano a lançar pelo Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) vai ser publicado em livro e não promete inverter a situação, mas é a última oportunidade para a sobrevivência do roaz-corvineiro.

“Vamos tentar que não morra”, disse ao PÚBLICO Marina Sequeira. “Se possível, vamos fazer todos os esforços para travar o declínio”, sublinhou a bióloga, ligada à Reserva do Estuário do Tejo e que fará amanhã uma apresentação em Setúbal sobre o estado da espécie.


A diminuição da população do roaz acentuou-se durante a década de 80 quando a mortalidade infantil do cetáceo disparou e uma grande percentagem dos indivíduos apresentava extensas feridas no corpo que se pensa ter sido feitas devido à poluição. Hoje, o problema é menor, mas a população está envelhecida e continua a haver perda de indivíduos jovens – provavelmente por abandonarem o Estuário e irem integrar outras populações. Há testemunho de golfinhos das zonas costeiras que passam perto da foz, mas que se saiba nenhum ficou lá, o projecto quer alterar esta situação.

“Há quatro grandes objectivos no plano de acção”, explicou ao PÚBLICO João Carlos Farinha, director adjunto do departamento de gestão de áreas classificadas de zonas húmidas do ICNB, que iniciou este projecto. A monitorização da população, através do estudo das características fisiológicas, populacionais e genéticas – para compreender o grau de endemismo dos indivíduos –, a monitorização ambiental e do habitat, acção de educação da população e criação de um mecanismo para operacionalizar o plano. Um esforço importante é sensibilizar a Marina e o Porto para controlarem a forma como os barcos de recreio se comportam no rio. Mais de 30 entidades, tal como a Quercus e a LPN estão envolvidas na conservação do golfinho.

O projecto vai ser tutelado pela Secretaria de Estado da Defesa e dos Assuntos do Mar e pela Secretaria de Estado dos Transportes, adiantou ao PÚBLICO o secretário de Estado do Ambiente. Segundo Humberto Rosa, o espírito deste plano de conservação é semelhante ao do lince-ibérico. É uma aposta “cinzenta e com risco, mas achamos que vale a pena tentar.” Daqui a cinco anos, o tempo do projecto, ficamos a saber se deu resultado.

Fonte: Jornal O Público                                                                                                           25.05.2009                                                                                                      



Fado
tem dois meses e será um dos primeiros habitantes do Centro de Reprodução do Lince-ibérico
 

Depois de cinco anos a ser preparado, o Centro Nacional de Reprodução do Lince-ibérico, em Silves, foi inaugurado no dia 21 de Maio, como medida de compensação pela construção da Barragem de Odelouca, passando a sua gestão das Águas do Algarve para o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade. A equipa de nove técnicos e cinco vigilantes vai começar a instalar-se a 1 de Junho. Os primeiros linces – um grupo de seis a dez animais – deverão chegar dos centros de reprodução espanhóis ainda este ano.

No grupo está o Fado, hoje com dois meses. “Escolhemos este nome já a pensar no centro português”, explicou Astrid Vargas, a coordenadora do Programa Ibérico de Reprodução de Lince em Cativeiro. Para a responsável, a equipa técnica portuguesa é “excelente e muito bem preparada”. Segundo Rodrigo Serra, director técnico do centro, todos os técnicos tiveram informação, durante meses, em Espanha. Fazem parte da equipa dois veterinários, uma bióloga (especializada em comportamento animal), uma administrativa e quatro tratadores.

O centro de reprodução, ocupando uma área total de cinco a seis hectares, tem capacidade para receber 16 animais. No limite, pode chegar a 32.

O modelo de gestão será muito semelhante ao centro de reprodução de Doñana, até porque está inserido na rede ibérica de centros: três em Espanha, este em Silves e um que está previsto, para 2010, na Estremadura espanhola. “É muito importante que abram mais centros, para aumentar a variabilidade genética”, explicou Astrid Vargas.

Hoje, Espanha tem 78 linces em cativeiro, 42 nasceram nos centros de reprodução, 18 dos quais este ano. A razão do sucesso é, explicou Vargas, “a existência de mais fêmeas adultas e o nosso maior conhecimento técnico”.

Um dos maiores obstáculos ao programa de reprodução é o período das lutas entre crias, quando estas têm dois meses. Durante este período, “os animais ficam muito agressivos, obrigando a que a vigilância seja muito intensiva”, explicou a responsável espanhola.

Muito vigiado

O Fado terá à sua disposição cercados com mil metros quadrados, cada um com cinco câmaras de vigilância, onde só poderão entrar dois tratadores. Haverá também uma clínica, um laboratório, uma cozinha, um centro de criação artificial, um edifício de quarentena e um centro de coordenação onde serão visionadas as imagens captadas pelas câmaras.

“Esperemos que os linces sejam libertados. Por isso, queremos que sejam saudáveis”, explicou Rodrigo Serra, adiantando que o centro não será visitável. “Não os podemos habituar aos humanos”, até porque estes podem transmitir doenças aos bichos. “É um risco muito grande”, sublinhou o técnico português.

As primeiras tarefas da equipa serão o enriquecimento ambiental dos cercados – colocando elementos dos habitats do lince como plantas arbustivas de cheiro, troncos, pedras e coelhos vivos, o seu prato favorito – para tornar os animais mais adaptados ao seu meio natural.

Para Astrid Vargas, um bom resultado ao final de um ano seria apenas conseguir que “os linces estejam de boa saúde”. Rodrigo Serra sublinha que nos próximos cinco anos imperará “a obrigação de saber onde será importante reintroduzir os animais.”

O secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, considera que o centro é uma “marca histórica na conservação da natureza em Portugal”.

O centro exigirá um investimento de 300 mil euros por ano a pagar pelas Águas do Algarve até 2025.

Fonte: Helena Geraldes                                                   22.05.2009                                                                                      



Participação da APVGN no fórum Portugal de Verdade, subordinada ao tema “Ambiente: Construir o presente, preservar o futuro.”

A Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza (APGVN), participou no fórum Portugal de verdade, que decorreu em Faro, no auditório do complexo pedagógico do Campus da Penha na Universidade do Algarve. Numa sessão subordinada ao tema “Ambiente: construir o presente, preservar o futuro”.

O fórum teve como moderador o Dr. Luís Marques Mendes e como oradores; João Joanaz de Melo, Joaquim Poças Martins e Gilberto Jordan. Tendo ainda contado com a presença da Dr.ª Manuela Ferreira Leite.

Os principais temas abordados e discutidos foram essencialmente; as energias renováveis, aspectos positivos e negativos, bem como a água e a sua gestão sustentada.

Os representantes da APGVN questionaram os oradores sobre qual é a sua posição perante a carreira de Vigilantes da Natureza. Os oradores enalteceram a profissão e traçaram um futuro risonho para os Vigilantes da Natureza.

APGVN                                                     25.05.2009                         
                                                                                           



PSD/Açores preocupado com Vigilantes da Natureza
 

O PSD/Açores pediu hoje ao governo regional um conjunto de informações sobre as condições de trabalho "dadas pela tutela" aos Vigilantes da Natureza que laboram nos Açores, referindo que "no Faial, os Vigilantes da Natureza se encontram impossibilitados de trabalhar no terreno e de exercer cabalmente as suas funções por falta de viaturas, uma situação que se arrasta há mais de ano e meio", explicam.
Num requerimento entregue pelos deputados Costa Pereira e Luís Garcia, os deputados laranja dizem que a carreira de Vigilante da Natureza existe na região "desde o ano 2000, numa altura em que já existia a nível nacional", sendo importante destacar o seu papel

de "sensibilização, vigilância, fiscalização e monitorização do ambiente e recursos naturais, nomeadamente no domínio hídrico, do património natural e da conservação da natureza", afirmam.

Assim os parlamentares social-democratas querem saber se o executivo considera ou não que a disponibilização de viaturas "seja essencial para a actividade no terreno dos Vigilantes da Natureza, bem como solicitaram a indicação, por cada ilha, do número de viaturas operacionais neste momento em utilização por aqueles funcionários regionais".

Destacando as particularidades das funções exercidas, os deputados perguntam, "relativamente aos últimos quatro anos", quantas acções de formação "foram destinadas aos Vigilantes da Natureza dos Açores" e em que contexto, "dada a criação da inspecção regional do ambiente e da assumpção pela GNR de acções na área da protecção ambiental vão agora desempenhar as suas funções".

A preocupação do PSD passa pela maneira "de compatibilizar e articular no terreno a acção das referidas instituições com a dos Vigilantes da Natureza", tendo também solicitado a indicação, "por cada ilha, do número de Vigilantes da Natureza em funções nos Açores e do número de lugares existentes em quadro e não providos", conclui o documento enviado à assembleia legislativa.

Fonte: PSD/Açores - Gabinete de Imprensa                                                     19.05.2009                         
                                                                                           


Plantas: Oito espécies da flora portuguesa "em perigo crítico" de extinção
 

Oito plantas, das quais sete só existem em Portugal, estão classificadas como espécies "em perigo crítico" de extinção, segundo o Plano Nacional de Conservação da Flora em Perigo.

O relatório final da primeira fase deste Plano, que data de Março de 2007, indica que sete destas espécies só existem em Portugal: Corriola do Espichel (Convolvulus fernandesii), Linaria ricardoi, Narciso do Mondego (Narcisus scaberulus), Miosótis-das-praias (Omphalodes kuzinskyanae), Diabelha do Algarve (Plantago algarbiensis), Diabelha do Almograve (Plantago almogravensis) e Álcar do Algarve (Tuberaria major).

A oitava planta, conhecida como Trevo-de-quatro-folhas (Marsilea quadrifolia), existe em vários países, mas tem vindo a regredir em Portugal.

Todas as espécies classificadas como "em perigo crítico" de extinção ocupam uma área de distribuição reduzida, sendo o principal objectivo deste projecto contribuir para a sua conservação.

A Corriola do Espichel encontra-se restrita às áreas do Cabo Espichel e litoral da Serra da Arrábida, enquanto a "Linaria ricardoi", uma herbácea associada a ecossistemas agrícolas, prefere o Baixo Alentejo Interior.

O Trevo-de-quatro-folhas habita essencialmente locais inundados e margens de rios (bacias do Vouga, Lima, Minho e Douro). O único núcleo conhecido localiza-se na praia fluvial da cidade do Peso da Régua.

O Narciso-do-Mondego, uma planta com flores amarelas que ocorre em áreas abertas e clareiras florestais, prefere, como o nome indica, a bacia do Mondego.

A área de distribuição do Miosótis-das-praias é igualmente muito reduzida, já que se encontra na totalidade no Parque Natural Sintra-Cascais. Cerca de 95 por cento desta população com cem mil exemplares está localizada junto à praia do Abano.

Da Diabelha do Algarve conhecem-se apenas três núcleos, que ocupam 50 hectares, estando um destes inserido no Sítio de Importância Comunitária do Barrocal. A população conhecida não ultrapassa os dez mil indivíduos.

Ainda mais escassa é a população de Diabelha do Almograve (três a quatro mil exemplares). Este pequeno arbusto coloniza clareiras de matos litorais, persistindo apenas junto a Vila Nova de Milfontes.

Quanto ao Álcar do Algarve, os cerca de 10 mil espécimes existentes estão espalhados pelos solos arenosos do litoral algarvio nos concelhos de Faro, Olhão e Loulé.

O director do Departamento de Conservação e Gestão da Biodiversidade do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) disse à Lusa que não está previsto, para já, dar continuidade a este projecto, mas salientou que vai ser concluída a elaboração da lista de referência das espécies da flora portuguesa.

Esta lista vai incluir todas as espécies vegetais, com e sem estatuto de protecção, e servirá de base a um futuro Livro Vermelho das Plantas, considerado essencial para a conservação da flora.

O ICNB, acrescentou Mário Silva, está também a coordenar o processo de avaliação do estado de conservação das mais de cem plantas protegidas existentes em Portugal.

Apesar de o conhecimento sobre as espécies da flora "ter mais lacunas e ser mais difícil de sistematizar" do que as espécies da fauna, o responsável do ICNB adiantou que esta avaliação deve terminar ainda em 2009.

O Dia Mundial da Conservação das Plantas comemora-se na na próxima segunda-feira, 18 de Maio.

Fonte: LUSA                                                   17.05.2009                                                                                      



Entrevista ao presidente do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade ( ICNB )
 

Eng.º Tito Rosa: A sociedade tem de contribuir para financiar a conservação

Defender os valores naturais do país é uma tarefa que não pode ser deixada a cargo apenas dos especialistas. Mas, para que a sociedade se envolva, tem de conhecer melhor aquilo que é importante preservar e os benefícios que poderá daí obter, diz Tito Rosa, presidente do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) há um ano.
 

Uma águia-imperial foi recentemente abatida por caçadores. A política que se tem sempre seguido é a de manter em segredo a localização de espécies muito ameaçadas. Não havendo possibilidade de pôr vigilantes em cada um desses sítios, não será de repensar essa política e divulgar a informação, cativando a população para essa vigilância?

É um debate interessante que pode ser alargado a outras matérias, que é saber se a natureza é conservada por especialistas ou por não especialistas. Acho que é muito importante ser conservada por especialistas, mas estes só o conseguem fazer se os não especialistas a conservarem. Este é o caminho a seguir.

Envolvendo as populações?

Exactamente, embora tudo o que é de mais também pode ser em excesso. Em determinadas situações importa que não haja perturbação. Mas as pessoas têm de saber que está lá e a importância que tem. O nosso objectivo de conservação da natureza só é alcançado se conseguirmos que os não especialistas sejam os primeiros a ser mobilizados para a conservação.

Mas nunca se ultrapassou, em muitas situações, a ideia de que a conservação da natureza é um empecilho ao desenvolvimento. Como ultrapassar isto?

Dou-lhe um exemplo: liderámos, no Norte, no Alentejo e no Centro, os processos de candidatura ao Prover [programas de valorização económica de recursos endógenos no âmbito dos fundos comunitários], onde estiveram envolvidos mais de duas centenas de parceiros e em que as áreas protegidas apareceram como âncora desses projectos.

Mas que vantagens é que as populações têm tirado de estarem numa área protegida?

Talvez isso não seja valorizado por todos, mas uma das vantagens é a sua própria existência. Imagine zonas que hoje estão protegidas se não o fossem. Com a nossa propensão para o desordenamento, o que seria desses territórios? Mas há que valorizá-los e uma forma é levar as pessoas a visitar as áreas. Lisboa está rodeada de áreas protegidas por todo o lado. Mas quantos lisboetas sabem isso, quantos são os hotéis que promovem viagens curtas a essas áreas? Isto custa pouco e tem muito de positivo. É um trabalho que estamos a fazer.

Falta transmitir por que é que é importante preservar as espécies.

Um primeiro passo para que as pessoas se apercebam do valor da natureza é permitir que usufruam dela. Se usufruírem de um bem, defendem-no, mesmo que não o consigamos quantificar. É importante que as pessoas da conservação chamem a si o grande público para o fazer perceber o valor que têm em presença, mais que não seja pelo seu usufruto.

Mas o ICNB é visto muito como uma entidade reactiva em vez de proactiva.

Esta casa tem uma missão muito valorosa, mas a sua fragilidade está associada a isso. Quando somos pioneiros, somos vistos como alguém que vem criar dificuldades. Hoje ninguém põe em causa a economia da água, dos resíduos ou da energia. Mas a natureza não está assumida nesse sentido, portanto há sempre pessoas que não compreendem. O nosso papel é estar um bocadinho mais à frente, o que tem custos. Temos de resistir, mas também temos de ser compreensivos para que se consiga fazer essa trajectória rapidamente mas sem ruptura. É um desafio difícil mas mobilizador. Estamos a correr ao lado do tempo. Mas a economia irá, progressivamente, absorver a natureza.

Conseguiram reequilibrar as finanças do ICNB?

Sim, fazendo uma gestão adaptada aos recursos. Regularizámos as dívidas com os fornecedores. E o meu desafio nesta casa é permitir que a biodiversidade capte investimentos que não venham apenas do Orçamento do Estado. Cada vez temos de fazer com que outras instituições, organizações de agricultores, associações, etc., invistam na natureza e sejam apoiadas para isso.

É nesta estratégia que se insere o Business & Biodiversity?

O B&B tem quase dois anos. O balanço é positivo.

Não foi apenas uma tentativa das empresas se esverdearem em termos de marketing?

Não. Os projectos têm compromissos assumidos.

Que estão a ser implementados?

A maior parte está. Vamos agora fazer um ponto de situação para relançar o processo de adesão a novas empresas. Gostaria que a iniciativa se alargasse ao sector agro--alimentar pelo seu relacionamento com os agricultores, pois as explorações agrícolas são domínios de gestão de biodiversidade.

Foi por isso que a Comissão Europeia decidiu que os fundos para a Rede Natura viriam dos apoios para o desenvolvimento rural. Está satisfeito com as decisões tomadas nesse capítulo a nível nacional?

Para ser objectivo, não posso estar satisfeito. Temos de redinamizar essa área porque o contributo dos agricultores para a gestão de sítios é fundamental. E esse trabalho tem de ser remunerado. Porque estes, além dos produtos, produzem biodiversidade. Temos propostas e brevemente iremos discutir isso com o gabinete de planeamento do Ministério da Agricultura, mas sinto que há cada vez mais uma convergência.

Mas o que é que não funcionou?

Pode ser por factores múltiplos: por se ter alterado o método, por os valores de incentivo não serem suficientes, por falta de mobilização no terreno, etc.

Houve pouca adesão?

Sim, face às expectativas.

Como está o Fundo da Conservação?

Apresentámos as primeiras propostas à tutela para reflexão. Não deve começar a funcionar este ano mas gostaríamos de, ainda em 2009, discutir o perfil do fundo e criar alguma legislação. Queremos evitar que se transforme num fundo orçamental, típico de muitos fundos que existem, que depois financiam entidades públicas. Queremos criar um fundo financeiro, com capacidade de auto-regeneração, envolvendo as entidades públicas e privadas. As medidas de minimização e compensação de projectos poderiam alimentar em parte esse fundo. Assim como algumas contribuições sobre serviços prestados pelo Estado.

Não será para cobrir as carências financeiras do ICN?

Não. É possível mobilizar recursos financeiros na sociedade, e não apenas no Estado, para desenvolver as iniciativas de conservação.

Escasseiam indicadores sobre os sucessos ou insucessos da conservação da natureza em Portugal. O fundo permitiria cobrir algumas dessas lacunas?

O fundo vai ter obrigação de produzir indicadores. Quase um barómetro do que está a acontecer em matéria de biodiversidade em Portugal.

Que balanço faz da reestruturação do ICNB?

O que interessa é a gestão dos modelos, não os modelos em si. Reconheço-lhe vantagens e alguns inconvenientes, como o esforço de coordenação que exige. É essencial uma grande capacidade de orientação de cima para baixo. Sou muito adepto das organizações com comando. O director acumula agora várias áreas.

O contacto com as populações locais está a ser conseguido?

O ICNB continua a estar presente junto das populações, em quatro dezenas de locais pelo país. Esta instituição tem agora uma mesma atitude de Castro Marim a Montesinho. E depois tem como objectivo ser mobilizador de todos aqueles que podem dar um contributo positivo. Na maior parte das áreas protegidas há imensas oportunidades de encontrar soluções de co-gestão.

Como estão os clandestinos?

Vai haver demolições muito brevemente, sobretudo as que têm decisões de tribunal transitadas em julgado. Estamos a tratar dos procedimentos formais.

Onde?

Em todo o país.


Fonte: Ana Fernandes, Jornal Público
                                 17.05.2009                                            
                                                                                           



Centro de reprodução do Lince-ibérico em Silves receberá primeiros animais este ano

Portugal vai receber ainda este ano os primeiros linces ibéricos no Centro Nacional de Reprodução em Cativeiro, que está pronto para inaugurar, revelou hoje a coordenadora do plano de acção para a conservação desta espécie, lançado há um ano.

"O trabalho nunca é muito grande no primeiro ano, mas conseguimos uma convergência de objectivos de todas as partes envolvidas", entre as quais responsáveis do ambiente, caçadores e produtores florestais, disse à Lusa Lurdes Carvalho, a propósito do primeiro ano de vigência do Plano de Acção para a Conservação do Lince Ibérico em Portugal, que se assinala sábado.

O centro de reprodução do lince construído em Silves "está pronto" e aguarda apenas a inauguração oficial, que deverá acontecer em breve, embora não haja ainda uma data, segundo aquela responsável.

Mas a chegada dos primeiros linces não é para já: "Falta ainda protocolar os detalhes" com Espanha, adiantou, explicando que o envio dos primeiros animais depende também da disponibilidade do centro de reprodução do lince de Donãna.

"Estou convicta de que até ao fim deste ano vamos receber os primeiros linces", afirmou Lurdes Carvalho, lembrando que o centro de Silves tem capacidade para receber 16 animais.

Quanto à libertação na natureza dos primeiros linces ibéricos, esta responsável explicou que esse passo vai demorar "pelo menos dois anos".

"Não se sabe quando isso vai acontecer, até porque é preciso assegurar uma taxa razoável de coelho bravo", a presa mais apreciada pelo lince ibérico, explicou.

A serra da Malcata e o sul de Portugal são duas regiões do país onde se pretende fomentar a reprodução do coelho bravo, entre outras medidas, para poderem acolher o lince em liberdade, mas no sul a situação é mais difícil por muitos dos terrenos serem de privados.

"Temos ainda de criar um entendimento sobre a gestão do matagal mediterrâneo [o habitat natural do lince ibérico], o que demorará algum tempo. Estão previstas também acções de sensibilização e trabalhos com os proprietários, agricultores ou gestores de caça", explicou Lurdes Carvalho.

O Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) está ainda a elaborar um manual de boas práticas para a gestão do matagal mediterrânico e prepara o lançamento de um site sobre o lince dirigido ao público em geral, com várias informações sobre a espécie e a sua situação na Península Ibérica.

O lince ibérico (Lynx pardinus) é considerado o felino mais ameaçado do mundo e, de acordo com o último censo nacional da espécie, está em fase de pré-extinção em Portugal, sendo que desde 2001 não se detectam vestígios de lince em território nacional.

O centro de recuperação do lince em Silves está fechado ao público, não tendo qualquer vertente pedagógica.

A construção do centro foi levada a cabo com fundos da Águas de Portugal do Algarve, como medida de compensação da Barragem de Odelouca, e com fundos comunitários.

Fonte: LUSA                                                   02.05.2009                                                                                      


Agentes Medioambientales da Brigada Equestre de Múrcia na Feira de Equimur

Agentes Medioambientales da Brigada Equestre de Múrcia estiveram presentes na “XIV Salão Nacional de Cavalos de Raças Puras”, Equimur 2009, Espanha, que se celebrou no Palácio de Feiras e Exposições IFEPA, na Torre Pacheco (Múrcia). Na edição deste ano participaram 350 exemplares de Cavalos de Pura Raça Espanhola, de 100 coudelarias, provenientes das várias províncias espanholas. Os Agentes Medioambientales da Brigada Equestre falaram sobre o seu trabalho com a imprensa presente no certame.

Fonte: Guardabosques

FC

02.05.2009



”Questões significativas da gestão da água”, reunião em Alcantara, Espanha
 

 

Companheiros!

Irá realizar-se no próximo dia 23 de Abril, pelas 11horas (locais), em Alcântara (Cáceres, Espanha) uma reunião/plenário que terá por tema as”Questões significativas da gestão da água”, incluídas no plano de gestão de região hidrográfica, actualmente em elaboração.
Este processo reveste-se de grande importância, por este motivo seria importante a presença do maior número possível de Vigilantes da Natureza, Agentes Forestales e Medioambientales para que seja dado destaque à importância da Fiscalização e Monitorização na região hidrográfica do Tejo/Tajo.

Os promotores são:

DH Tajo e ARH Tejo, Comisíon para la Aplicación y Desarrollo del Convenio de Albufeira (CADC), Comissão para a Aplicação e Desenvolvimento do Convénio de Albufeira (CADC).


Comissão Organizadora / Comisión Organizadora:

Confederación Hidrográfica del Tajo
Administração da Região Hidrográfica do Tejo, I.P.

Inscrição gratuita / Inscripción gratuita:

Secretariado Técnico da CADC
Avenida Almirante Gago Coutinho, 30, 10.º
1049-066 Lisboa
Portugal
Tel. +351 21 843 02 00/25
E-mail: stcado@inag.pt


Administração da Região Hidrográfica do Tejo, I.P.
Rua Braamcamp, 7
1250-048 Lisboa
Portugal
Tel. +351 210 101 387
E-mail: geral@arhtejo.pt


Secretaria Técnica de la CADC
Dirección General del Agua
Agustín de Betancourt 25, 2.º
28071 Madrid
España
Tel. +34 91 453 53 56
E-mail: stcado@mma.es


Confederación Hidrográfica del Tajo
Avda. De Portugal, 81
28071 Madrid
España
Tel. +34 91 535 05 00
E-mail: participa.plan@chtajo.es


Documentação disponível / Documentación disponible em/en:

www.cadc-albufeira.org


Com os melhores cumprimentos,

Francisco Correia
                             18.04.2009                                                                                      



Duas novas espécies de insectos no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros
 

No final de 2006 início de 2007, foram descobertas duas novas espécies de insectos no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros (PNSAC). Trata-se de escaravelhos cavernícolas, ou seja que habitam em cavidades e grutas, no Maciço Calcário Estremenho, sendo espécies novas para a Ciência.

Esta descoberta é tanto mais significativa se pensarmos que, em Portugal continental, apenas se conheciam dois exemplares de uma única espécie de escaravelho cavernícola – a Trechus machadoi.

Estas espécies foram descobertas pela bióloga Ana Sofia Reboleira, durante uma investigação desenvolvida no PNSAC, no âmbito do seu mestrado, intitulado “Os Coleópteros (Insecta, Coleoptera) cavernícolas do maciço calcário Estremenho: uma abordagem à sua biodiversidade”. Este trabalho contou com o apoio logístico do PNSAC/ICNB, sendo a orientação científica dos docentes Fernando Gonçalves (Dep. de Biologia da Univ. de Aveiro) e Artur Serrano (Faculdade de Ciências da Univ. de Lisboa).

Os exemplares das duas espécies de escaravelhos (Coleópteros da família Carabidae) encontrados e descritos, pertencem também ao género Trechus.

As espécies agora descobertas possuem algumas características interessantes:
- são hipógeas, ou seja que vivem debaixo de terra. A palavra deriva de “hipo” – “debaixo de” + geo – “terra”) ou troglóbios – nome dado aos seres que habitam em zonas profundas e subterrâneas. O termo deriva do grego “trogle” que significa caverna, cavidade + “bios” – vida;
- ocupam as partes profundas das cavidades do maciço calcário estremenho;
- todo o seu ciclo de vida decorre no interior das cavidades;
- são microendémicas, ou seja têm uma distribuição muitíssimo reduzida, existindo apenas em pequenas zonas; e
- as suas populações têm um reduzido número de indivíduos, o que dificulta bastante a sua visualização.

Sendo insectos que existem apenas em grutas e cavernas (i. e. em habitat cavernícola), apresentam, por isso, adaptações ao meio subterrâneo, tais como:
despigmentação - falta de pigmento, uma vez que não precisam de se proteger dos raios solares;
-  estruturas oculares reduzidas – atendendo a que não há luz nas cavidades a visão passa a ser pouco importante; e
- grande sensibilidade às alterações do meio.

Cada uma das três espécies de coleópteros cavernícolas, actualmente conhecidas em Portugal continental, ocupa uma subunidade distinta do maciço calcário estremenho.

Estas zonas cársicas, em que a água é quase rara à superfície mas onde existem lençóis de água subterrâneos e toda uma rede de cavidades, são muito vulneráveis a problemas ambientais, de que são exemplo a poluição das águas subterrâneas devido a substâncias que se infiltram através dos calcários, a exploração de inertes (ex. pedra) e a construção. Note-se que um curso de água subterrâneo demora muito mais tempo a recuperar de um episódio de poluição do que um rio à superfície.

Assim, para se manter a qualidade daquele que será um dos maiores reservatórios subterrâneos de água doce existentes em Portugal e para que se possam conhecer estas, e outras espécies ainda por descobrir e que habitam nas zonas mais recônditas do PNSAC, torna-se necessário proteger as áreas de drenagem dos habitats que albergam estas espécies microendémicas, caso contrário, corre-se o risco de elas se extinguirem ainda antes de serem conhecidas.

Fonte: ICNB
                                                                                                        14.04.2009   
                                                                                           



Cabras serranas procuram subscritores para ajudarem a salvar Gralha-de-bico-vermelho
 

O sociólogo francês Jean-Louis Laville foi o primeiro subscritor dum rebanho comunitário à escala global - 300 cabras serranas que terão a responsabilidade de tirar a gralha-de-bico-vermelho do grupo de aves em vias de extinção.
As primeiras cabras (cerca de 60) chegaram a Chãos, uma aldeia da freguesia de Alcobertas (Rio Maior), em plena Serra dos Candeeiros, há uma semana.

O rebanho nasce de um projecto da associação ambientalista Quercus que escolheu a Cooperativa Terra Chã como parceira, e que tem a Vodafone como patrocinadora.

Com o fim do pastoreio - na aldeia já só resta um pastor e mesmo este já só sobe à serra quando é convidado pela Cooperativa a fazer a Rota dos Pastores, uma das muitas iniciativas da Terra Chã -, geraram-se alterações na biodiversidade a ponto de quase levar à extinção da gralha-de-bico-vermelho.

As cabras serranas, "tipo ribatejano", que a Terra Chã vai reintroduzir numa área de 200 hectares da Serra dos Candeeiros, em pleno Parque Natural das Serras d`Aire e Candeeiros, são uma esperança para o retomar do equilíbrio daquele habitat.

É que a gralha-de-bico-vermelho é uma ave insectívora muito dependente de ecossistemas agro-pastoris extensivos criados pelo homem.

O que este rebanho tem de "especial" é que qualquer pessoa em qualquer parte do Mundo pode comprar uma cabra (100 euros) - o nome do proprietário fica inscrito numa "medalha" colocada no animal -, recebendo em troca, durante cinco anos, o convite para, uma vez por ano, participar no passeio pedestre Rota dos Pastores e tomar contacto com a evolução do rebanho e a avaliação do seu contributo para a preservação da gralha-de-bico-vermelho e do seu habitat.

No fim, ficam com um certificado em como participaram na preservação desta espécie.

"O primeiro subscritor foi o professor Laville, que visitou a aldeia em Fevereiro no âmbito de um trabalho sobre Economia Social e que fez questão de deixar os 100 euros ao professor Roque Amaro" (do Instituto Superior das Ciências do Trabalho e da Empresa, que tem estudado o trabalho da Cooperativa Terra Chã), disse António Frazão à agência Lusa.

António Frazão e Júlio Ricardo são a "alma" da Terra Chã, cooperativa que nasceu na continuação do trabalho iniciado em 1985 com o Rancho Folclórico de Chãos, e que é considerada por Jean-Louis Laville um exemplo que "impressiona" pela "durabilidade do edifício económico, social, cultural e ambiental que se constrói pedra após pedra há mais de 20 anos" e pela forma "como se integra na vida local".

O impacto do rebanho - para o qual a cooperativa procura um pastor "qualificado" - vai ser alvo de uma avaliação contínua, dependendo a evolução da sua dimensão (que poderá chegar a um máximo de 300 cabras) da monitorização que for sendo feita de dois em dois anos, frisou António Frazão.

Para já, as cabras, ainda muito jovens, estão em instalações provisórias, na aldeia. Quando forem adultas, a Cooperativa espera ter já pronta a sala de ordenha com todas as condições higieno-sanitárias, e que irá permitir a criação de pelo menos mais um posto de trabalho.

Serão mais dois postos de trabalho a juntar aos seis permanentes que a Terra Chã já assegura na aldeia, onde tem a funcionar um restaurante, um centro de alojamento, um centro de artes e ofícios tradicionais e um centro de formação.

Fonte: LUSA                                                   14.04.2009                                                                                      



O Equador e a Venezuela são quem mais conserva a sua selva!
 

O Equador e a Venezuela são os países que conservam uma maior proporção da sua selva amazónica, o Peru é a nação que possui a menor superfície de bosque protegido, segundo um estudo divulgado pelo jornal diário “O estado de São Paulo”.

O Equador respeita 79,7% da sua selva, a Venezuela 71,5%, a Colômbia protege 56% dos seus bosques amazónicos, o Brasil 39,6, país que possui 64,3% da maior selva tropical do mundo e o Peru, protege 34,9% do seu território selvagem.

 Em media estão sobre protecção 41,2% do considerado “pulmão do mundo”, os seus 7,8 milhões de quilómetros quadrados, que se estendem por nove países albergam 33 milhões de habitantes, entre eles existem 370 povos indígenas.

O Equador é o país que possui uma maior percentagem de terras indígenas (65%), a seguir aparecem a Colômbia (50,6%), a Bolívia (25,7%) e o Brasil (13%).

No Equador o processo de reconhecimento oficial de territórios indígenas na Amazónia é menos burocrático que no Brasil. A região está praticamente ocupada por povos indígenas.

Na Venezuela o processo de demarcação de terras indígenas está mais atrasado. O Governo não reconhece as terras e denomina-as apenas como “zonas de ocupação indígena” e marca-as dentro dos Parques Nacionais.

Em números absolutos, o Brasil destaca-se como o país que mais quilómetros de selva protege, devido às suas dimensões. Dos 3,2 milhões de quilómetros quadrados de selva protegida na Amazónia, 1,9 milhões estão no Brasil.

Fonte: El País Digital                                                                                                                    14.04.2009   
                                                                                           



Rick Gale partiu! Faleceu um dos fundadores da Internacional Ranger Federation
 

É com tristeza que anunciamos a morte de Rick Gale, um dos fundadores da declaração que constituiu a International Ranger Federation em 1992.

Sofreu um ataque cardíaco na sua casa em Boise, nos Estados Unidos da América.

Rick Gale, aposentado do NPS – National Park Service , foi durante 40 anos Park Ranger desempenhou durante muito tempo o cargo de chefe de operações de combate a incêndios.

Rick concluiu uma licenciatura em História na Universidade Estatal da Califórnia, fez uma pós-graduação em Administração Pública na Universidade do Sul da Califórnia.

Começou a sua carreira em 1958 no serviço de controlo de incêndios no Lava Beds National Monument, mais tarde trabalhou como Park Ranger no Sequoia/Kings Canyon, Yosemite, Glacier and Grand Canyon National Parks, em Coulee Dam, no Lake Mead e em Santa Monica Mountains National Recreation Areas. Esteve ao serviço do National Interagency Fire Center do NPS - National Park Service, como Chefe de operações de combate a incêndios, tendo de seguida tomado posse como Chefe Ranger do National Park Service, com sede em Washington.

Rick comandou equipas na área da gestão e operações durante 26 anos (1971 a 1997). Três das suas mais memoráveis missões realizaram-se quando em Greater Yellowstone Area comandou o combate aos incêndios de 1988 (durante 7 semanas supervisionou 13 equipas, num total de 9550 homens), comandou as comemorações do 50.º aniversário da Batalha de Pearl Harbor (1991), chefiou o rescaldo do furacão Andrew em quatro Parques Nacionais do Sul da Florida (1992). Para além das suas qualificações e reconhecidas qualidades no comando do combate a incêndios, também coordenou equipas de busca e salvamento em várias missões, foi um dos primeiros especialistas em aplicação da lei no NPS, foi formador no Lake Mead National Recreation Area de 1969 a 1973.

Rick esteve envolvido numa grande variedades de cursos a nível nacional, geriu formação na área da gestão de busca e salvamento, na área do comando e gestão de emergências e incidentes, coordenação de meios aéreos, coordenação de comando de várias agências em cooperação nos incêndios e na prevenção de risco de acidentes.

De 1975 a 2001, foi responsável pelo corpo docente dos Cursos de Gestão de Operações de Socorro e na Área de Comando, tendo sido Presidente da Comissão Directiva de 1990 a 2001.

Em Maio de 1994, o Presidente Clinton entregou-lhe pessoalmente na casa Branca o Harry Yount Lifetime Achievemente Award. Este prémio é atribuído ao Park Ranger que excede as expectativas no desenvolvimento do seu trabalho, e que tenha demonstrado ser possuidor de iniciativa, imaginação, perseverança, competência, criatividade, desenvoltura, dedicação e integridade em toda a sua carreira profissional. Rick recebeu o prémio por ter estado na vanguarda da inovação, em quase todos os grandes programas, desenvolvidas nas últimas duas décadas, relacionados com a profissão.

Foi homenageado inúmeras vezes, merecendo maior destaque as que recebeu por ter dirigido a Alaska Task Force, em 1979, 1980 e 1983.

Para além dos inúmeros cursos de formação para Park Rangers que dirigiu, foi membro fundador da principal Associação Nacional de Rangers dos Estados Unidos da América em 1977, tendo sido o seu Presidente de 1988 a 1994. Levou ao Congresso audições sobre a profissão e sobre a necessidade vital de manter a integridade do sistema de Parques Nacionais e da urgência de assegurar fundos e pessoal suficiente para atingir esses fins. Nas audições no Congresso pressionou repetidamente o NPS para que estabelecesse metas claras e planos de gestão.

Foi um dos signatários que estabeleceu as bases da criação da International Ranger Federation.

Espalhou a mensagem de que com perseverança e coragem se poderá alcançar um futuro melhor para todos os Park Rangers.

Deixou amigos em todos os recantos do planeta, é com grande orgulho que podemos afirmar que compartilhámos com ele a esperança de um futuro risonho para a profissão que adoramos!

Adeus amigo!

FC                                                                               14.04.2009                                                                                      



A “Desertinha”deixou-nos!
 

A mais famosa fêmea de lobo-marinho da colónia existente na Madeira, da espécie Foca-monge-do-mediterrâneo (Monachus monachus), morreu pouco depois de ter sido resgatada.

A Desertinha, como era carinhosamente tratada pelos Vigilantes da Natureza, era a matriarca de uma pequena mas importante colónia de lobos-marinhos que existe na Região Autónoma da Madeira.

A sua espécie corre o risco de se extinguir, estando mesmo classificada em “Perigo Crítico” na Lista Vermelha da IUCN pois, para além desta, só existem pequenas colónias, na Costa do Saara Ocidental, no Norte de África, em Marrocos, Argélia e Tunísia e em mais alguns locais da Costa Mediterrânica europeia, nomeadamente na Grécia, costa continental e ilhas, num total estimado de cerca de 400 exemplares.

Esta espécie, outrora abundante no arquipélago madeirense, levou a que quando os Portugueses desembarcaram na ilha em 1419, comandados por João Gonçalves Zarco, tenham chamado Câmara de Lobos ao local onde agora existe a cidade com esse nome. Hoje não existem no arquipélago da Madeira mais de 35 animais, que podem ser encontrados nas ilhas desertas, e que representam quase 10% da população mundial da espécie.

A Desertinha foi o primeiro animal da sua espécie a ser observado e identificado pelos responsáveis pela monitorização da espécie no Parque Natural da Madeira (PNM).

Apareceu muito debilitada na Ilha da Madeira, tendo sido de imediato transportada para as instalações da Unidade de Reabilitação das Desertas, onde foi feito um grande esforço para a salvar, tendo-se inclusive recorrido a um veterinário holandês, do Centro de Reabilitação de Focas de Pieterburen, com muita experiência no tratamento e recuperação de focas, que se deslocou ao local, mas foi impossível salvar o animal.

A autópsia permitiu identificar a causa da morte, resultado de um conjunto de factores, como uma cardiomiopatia, uma broncopneumonia e uma gastroentrite.

A “Desertinha” desapareceu, mas deixa hoje uma colónia de leões-marinhos pela qual muito se temeu, em franca recuperação.

Em sinal de reconhecimento pela importância que teve para a colónia, a “Desertinha” vai ser embalsamada e posteriormente exposta num local público na Madeira, ainda não definido.                                                                    
 30.03.2009   
                                                                                           



No “Dia da Floresta” os Vigilantes da Natureza foram à escola!
 

A Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza esteve na Escola D. Fernando II, em Sintra, para transmitir aos alunos alguns conhecimentos e proporcionar o debate sobre as “Alterações Climáticas” e os sinais de mudança que se fazem sentir na flora e na fauna. Abordou-se também o tema “fenómenos meteorológicos extremos”.
Discutimos o tema “diminuir a pegada de carbono”. Juntos procurámos soluções!
Proteger os habitats e conhecer um pouco mais sobre a Biodiversidade foram temas que entusiasmaram toda a assistência.
Foi dado grande destaque aos Guardiães da Natureza, a grande família dos Park Rangers.

Participaram nesta sessão 150 alunos que concluíram que:
As árvores são vitais para a nossa sobrevivência. São a componente fundamental de uma floresta, e têm a capacidade de

albergar um grande número de espécies vegetais e animais, fazendo, em simultâneo, o controlo de diversos factores que reduzem os efeitos das alterações climáticas (temperatura, carbono atmosférico, absorção de água).             30.03.2009   
                                                                                           


Parque Natural do Litoral Norte -  "Dia da Árvore" 2009
 



Nasceram mais três Linces-ibéricos em cativeiro
 

No Centro de Conservação de El Acebuche, no Parque Natural de Doñana (Espanha), nasceram hoje três crias de Lince-ibérico. A progenitora, de nome Saliega, já deu à luz treze crias, o seu contributo tem sido muito importante para o projecto de reprodução do Lince-ibérico. Desde o início do programa nasceram vinte e sete crias. Os responsáveis pelo projecto perspectivam para o mês de Abril mais vinte nascimentos, o que aumenta a esperança de recuperação de uma espécie em risco de extinção.
Infelizmente também nos chegaram más notícias, na semana passada uma fêmea grávida a viver em liberdade foi atropelada, acabando por morrer devido à gravidade dos ferimentos.
Estima-se que neste momento existam duzentos animais a viver em liberdade na Península Ibérica e cinquenta em programas de recuperação da espécie em cativeiro.

 16.03.2009       



Vagas disponíveis para monitorização de aves na Costa Rica
 

Existem lugares disponíveis para anilhadores (voluntários) de aves, a estação de anilhagem localiza-se no Caribe Costa-riquenho no lugar de Tortuguero, Costa Rica.

Os lugares estão disponíveis todo o ano e requerem uma estadia mínima de 2 meses. Os participantes deverão ter experiência na identificação de aves e estarem acostumados a operar com redes japonesas, a experiência mínima exigida é de pelo menos 200 aves processadas.

O anilhador principal deverá contar com ampla experiência na operação de uma estação de anilhagem, e poderá ser premiado com financiamento até metade do valor da sua passagem aérea até San Jose, Costa Rica.


A todos os voluntários serão proporcionadas hospedagem e alimentação na reconhecida estação biológica da Caribbean Conservation Corporation em Tortuguero (http://cccturtle.org/ccc-costarica.htm).

A Caribbean Conservation Corporation e os seus colaboradores na Costa Rica operam cinco estações de monitorização nos arredores de Tortuguero há mais de uma década. Operam com redes para aves residentes e migratórias e fazem contagem dos milhões de aves que migram durante o dia ao largo da costa.

Para obter mais informações consulte:

http://www.fs.fed.us/psw/topics/wildlife/birdmon/landbird/tortuguero/

Os interessados deverão enviar para a Caribbean Conservation Corporation em Tortuguero o Curriculum Vitae e carta de intenções, que inclua a sua experiência como anilhador, conhecimentos de inglês e espanhol e as datas em que está disponível.

Para esclarecer eventuais duvidas contacte com:

Pablo A. Herrera, paherrera@fs.fed.us ou Dr. C.. John Ralph, cjr2@humboldt.edu, 707 825-2994 (fax 707 825-2901), U.S. Forest Service, Redwood Sciences Laboratory, 1700 Bayview Drive, Arcata, California 95521.

Fonte: Marcelo Segalerba    16.03.2009   
                                                                                           


Desastre Ecológico na Austrália
 

As autoridades australianas declararam “zona de desastre ecológico” as praias mais populares do país. O desastre ecológico foi provocado pelo derrame de crude provocado por um petroleiro.

O governo do estado de Queensland, negou que a sua actuação tenha sido tardia ante a catástrofe e anunciou que irá processar a companhia proprietária do navio com um pedido de indemnização milionário.

Também no estado de Brisbane ocorreu um desastre ecológico devido a um derrame de petróleo que afectou os Parques Nacionais das Ilhas Moreton e Bribie. Os possíveis riscos de danos ambientais a largo prazo não estão clarificados, a zona onde ocorreu o derrame situa-se a Sul da grande barreira de coral, o maior recife do mundo, que de momento não se encontra ameaçado.

As autoridades nacionais responsáveis pela fauna silvestre declararam que de momento as vitimas foram as aves que estiveram em contacto com as águas afectadas, porém advertiram que a situação poderá piorar se o derrame continuar.

A companhia britânica Swire Shipping Ltd., proprietária do cargueiro Pacific Adventurer, explicou que o desastre ocorreu quando os contentores deslizaram pela coberta no meio de um ciclone, o que provocou uma ruptura num contentor de combustível. A companhia informou que se derramaram mais de 42 500 litros de petróleo no mar, mas após uma inspecção ao navio concluiu-se que a quantidade vertida era significativamente maior, porém não foi especificada.

Fonte: AP                 16.03.2009       
                                                                                       



 
APGVN Colabora em Estudo de Genética da Conservação de Mamíferos Carnívoros
 

  O Centro de Biologia Ambiental (CBA) é uma unidade de investigação e desenvolvimento da Universidade de Lisboa (UL) que ntegra diferentes linhas de investigação, uma das quais designada por Biologia da Conservação. No âmbito desta linha, há uma equipa de investigadores do Departamento de Biologia Animal da Faculdade de Ciências (DBA/FCUL) que estuda os mamíferos carnívoros e que actua no sentido de obter um conhecimento pormenorizado não só sobre a bio-ecologia destas espécies, mas também sobre a sua estrutura genética, com o intuito de, em última instância, contribuir para a gestão e conservação efectiva deste grupo animal. Actualmente, esta equipa encontra-se a desenvolver alguns projectos que visam estudar a genética populacional de diferentes espécies de mamíferos  carnívoros,  de  modo  a  efectuar  análises  de filogeografia  e  de genética da paisagem, entre outras. Inserido neste contexto surgiu o pedido de colaboração efectuado à APGVN (Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza) pela equipa de investigação do CBA, a qual solicitou cooperação na

recolha de amostras biológicas, no pressuposto de que tanto os guardas como os vigilantes da natureza, distribuídos por todo o país, possuem um conhecimento único sobre as diferentes espécies da nossa fauna e a sua real situação no terreno. A APGVN prontamente acedeu a este pedido disponibilizando todos os seus recursos em apoio a esta iniciativa.
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Parque Natural do Litoral Norte - Actividade de Educação Ambiental
 



Seca transforma floresta em fonte de gás carbónico
 

Estudo de campo na Amazónia demonstra que mais árvores morreram na seca de 2005; emissão de CO2 foi igual à de combustíveis nos EUA

A seca de 2005, que fez desaparecer rios inteiros na Amazónia, também matou milhões de árvores à sede, desencadeando uma liberação de biliões de toneladas de gás carbónico para a atmosfera, segundo um estudo publicado hoje na revista Science. Com isso, a floresta inverteu momentaneamente o seu papel: em vez de absorver, passou a emitir dióxido de carbono (CO2), o principal gás envolvido no aquecimento global. Se secas como essa se tornarem mais frequentes no futuro - como prevêem vários modelos climáticos -, a Amazónia poderá transformar-se numa fonte permanente de emissão, alertam os cientistas.

A seca de 2005 foi uma das mais intensas dos últimos cem anos na Amazónia, causada por um aquecimento das águas do Atlântico Norte. O estudo, que envolveu cientistas de 41 instituições em 15 países (incluindo vários brasileiros), é o primeiro a calcular o impacto da seca sobre o balanço de carbono da floresta, por meio de medições directas no campo. Os pesquisadores mediram a variação no crescimento da vegetação e no número de árvores mortas em 55 pontos da Amazónia, comparando à média dos últimos 25 anos. Descobriram que, por causa da seca, mais árvores morreram e aquelas que ficaram vivas cresceram mais devagar.

O impacto disso tudo - a soma do carbono que deixou de ser absorvido pelo crescimento reduzido, mais o carbono libertado pela decomposição das árvores mortas - será um acréscimo de aproximadamente 5,5 biliões de toneladas de CO2 na atmosfera, segundo o autor principal do trabalho, Oliver Phillips. É quase o mesmo que os Estados Unidos emitiram pela queima de combustíveis fósseis naquele ano (5,75 biliões de toneladas).

Até 2005, na média dos 25 anos anteriores - desde que medições periódicas começaram a ser feitas pela Rede Amazónica de Inventários Florestais (Rainfor), responsável pelo estudo -, a Amazónia funcionou como um sorvedouro de carbono, retirando da atmosfera cerca de 1,65 biliões de toneladas de CO2 por ano. Os cientistas fazem esta medição através do acréscimo de biomassa, o que significa que a floresta "engordou" durante esse período, ao ritmo de quase uma tonelada por hectare/ano. Mas a seca funcionou como um ano de dieta forçada, em que a floresta perdeu mais "calorias" (moléculas de carbono) do que consumiu.

A área mais afectada foi o sudoeste da Amazónia, na região do Acre. O principal problema foi a mortalidade elevada de árvores. Ainda assim, alguém que caminhasse pelas florestas dificilmente notaria a diferença.

"Visualmente, o impacto é muito subtil", declarou Phillips. "Por causa do tamanho da Amazónia, porém, mesmo um impacto pequeno na vegetação pode ter um impacto grande no balanço de carbono", completou o cientista, da Universidade de Leeds, Inglaterra. O carbono é ingrediente básico da matéria orgânica. Quando a floresta ganha biomassa (engorda), ela acumula carbono. Quando perde biomassa (emagrece), perde carbono.

Os cientistas ressaltam que a emissão das árvores mortas não é instantânea. "Esse carbono não vai directo para a atmosfera", explica o biólogo brasileiro Luiz Aragão, da Universidade de Oxford. "A árvore morre, entra em decomposição e o carbono é libertado ao longo do tempo." Segundo ele, poderá levar até uma década para que o impacto total da seca seja "sentido" na atmosfera.

Ainda é possível que a floresta recupere esse carbono "perdido", se houver um acréscimo de biomassa nos próximos anos. Mas isso não altera a mensagem principal do estudo: de que condições de seca podem inverter o papel da floresta no balanço de carbono. Segundo os cientistas, 2005 foi uma amostra de como a Amazónia se poderá comportar num clima mais seco e quente no futuro.

Fonte: Herton Escobar/Marcelo Segalerba            
05.03.2009                                                                                              


Na Namíbia desenvolvem técnica para que os Guarda-Parques guiem elefantes perdidos

A habilidade dos elefantes para comunicar entre si, através de vibrações que produzem no solo, inspirou uma equipa de zoólogos na Namíbia a imitar estes sinais para chamar os animais perdidos e indicar-lhes o caminho de regresso à reserva natural. Os especialistas reproduziram o som feito pelas fêmeas com o cio e assim conseguiram que os machos se dirigissem ao local onde foi produzida a vibração.

Segundo explicou a Doutora Caitlin O'Connell-Rodwell da Universidade de Stanford, Estados Unidos, esta técnica permitirá evitar que os elefantes do Parque Nacional Etosha se vejam envolvidos em violentos conflitos com os agricultores das áreas circundantes aos seus territórios. “ Os elefantes com o cio responderam muito bem. Demonstramos que podemos «obrigar» os elefantes a seguir um caminho específico”, assegurou O'Connell Rodewell durante uma conferência em Chicago. “A resposta foi muito intensa e directa. Não esperávamos semelhante eficácia. Cremos que é uma técnica muito útil para os Guarda-Parques, assim poderão ajudar os elefantes a não se meterem em problemas”, acrescentou a especialista.

Fonte: Boletin Guardaparques                                          08.03.2009



Dia Nacional do Guardaparque da Venezuela
 

No dia 13 de Fevereiro de 1992, um grupo de mais de 50 Guardaparques reunidos no Parque Nacional Henri Pittier, criaram o Dia Nacional do Guardaparque, data que sempre foi utilizada para render homenagem a estes servidores públicos.

Os Guardaparques trabalham 365 dias por ano e durante 24 horas por dia para salvaguardar as regiões que são protegidas pelo Estado Venezuelano (Parques Nacionais e Monumentos Naturais). Estas regiões são protegidas pela sua beleza cénica natural e pela importância das espécies que nelas se encontram.

Ser Guardaparque é defender a Natureza contida nos nossos 43 Parques Nacionais e 22 Monumentos Naturais, desde as extraordinárias e usualmente inóspitas condições com que deparamos, até às areias brancas de “Los Roques”.

A implementação das medidas de gestão nos Parques Nacionais não são somente vender as entradas ou controlar os acessos, como muita gente pensa. As funções são múltiplas.

Os Guardaparques são a autoridade constituída dentro dos Parques, são eles que fazem cumprir as leis e os regulamentos relativos à Conservação da Natureza. Também tem funções de Polícia Administrativa, protege e assegura a segurança dos visitantes nas áreas protegidas.

Os Guardaparques também têm formação para realizar tarefas de monitorização e seguimentos dos processos ecológicos que se produzem nas áreas protegidas, o que permite tomar as medidas de mitigação rapidamente, devido ao contacto permanente com o meio natural, na sua grande maioria vivem no interior dos Parques.

Atendem os visitantes e facultam-lhes informação sobre a área protegida. Em muitos casos, devido às condições em que desenvolvem o seu trabalho, são paramédicos, mecânicos, veterinários e comunicadores, assumindo os seus compromissos com uma grande mística e dedicação.

Quem não recorda Sabas Nieves, cujo trajectória foi merecedora da honrosa distinção de darem o seu nome a um dos caminhos percorridos diariamente por milhares de usuários que visitam diariamente “El Ávila”. O que será da vida de Críspulo, veterano de muitas batalhas, que continua ligado à profissão, abrigado na exuberante vegetação de Guaraira Repano.

Quando se é Guardaparque, adopta-se uma nova forma de vida, de entrega plena, e muitas vezes pouco se recebe em troca: meios limitados que dificultam a sua gestão, salários sem estarem de acordo com a sua responsabilidade perante a sociedade e deficiências de infra-estrutura que limitam o seu desempenho.

No Dia do Guardaparque, a VITALIS Organização Não Governamental de Defesa do Ambiente e Biodiversidade Venezuelana, expressa a sua sincera palavra de estímulo para que continuem dando o melhor de si, e não desfaleçam frente a contínuas dificuldades que surgem, tal como uma corrida de obstáculos, põem à prova o nosso compromisso na defesa e conservação da nossa maravilhosa Natureza.

Guardaparques…Guardiães do património natural contido nos Parques Nacionais e Monumentos Naturais da Venezuela, para o beneficio da presente e futuras gerações.

Fonte: VITALIS/GUARDAPARQUES                     05.03.2009                                                                                              


Reservas do país estão “a saque” denuncia criador dos primeiros parques naturais em Portugal

 

“O ICNB é uma tontice”, defende arquitecto Fernando Pessoa

O fundador e primeiro presidente do Serviço Nacional de Parques, Fernando Pessoa, considerou hoje que os parques naturais portugueses estão "a saque" e criticou a "inoperância" das entidades governamentais que tutelam o Ambiente.

"O Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) é uma tontice", disse hoje o professor convidado da Universidade do Algarve à agência Lusa, à margem da apresentação de um livro.

Segundo o arquitecto paisagista, que criou os primeiros parques e reservas naturais portugueses, o instituto está "descaracterizado" e a "estragar" o trabalho "sério" que começou no pós-25 de Abril.

"Está tudo transformado num clientelismo", afirmou, apontando o caso Freeport como um dos "escândalos" que ocorreram na Reserva Natural do Estuário do Tejo e que, diz, não constitui caso único.

O responsável falava à margem da cerimónia de apresentação do livro "Árvores e Arbustos", do arquitecto José Marques Moreira, que foi hoje apresentado na Universidade do Algarve.

Quanto à Ria Formosa, que se estende por cinco concelhos algarvios, entre Loulé e Vila Real de Santo António, Fernando Pessoa salientou os "ataques" que têm sido feitos àquele sistema lagunar. "Qualquer dia [a Ria Formosa] parece um lago no meio do Campo Grande", ironizou, criticando o Ministério do Ambiente e ICNB de "inoperância" e acusando-os de não conseguir garantir a conservação da natureza.

"O que se faz em Portugal vai completamente ao arrepio do que acontece no resto da Europa, nomeadamente em Espanha", afirmou, acrescentando que Portugal é o único país onde os parques não têm um director.

"Há um director para quatro ou cinco parques e com tantos adjuntos isto mais parece uma economia de mercearia", concluiu Fernando Pessoa.

Fonte: Lusa   
05.03.2009                                                                                              
 

 

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